O norte-americano Amir Mirzai Hekmati, de ascendência iraniana, foi condenado à morte pelo tribunal de Teerão por “colaboração com um país hostil e por espionagem” para a CIA, informou nesta segunda-feira a agência iraniana Fars.
A sentença conclui que Hekmati, antigo Marine de 28 anos, nascido nos Estados Unidos numa família iraniana, “agiu contra a segurança nacional” iraniana. O homem foi ainda dado como culpado de “tentativa de acusar o Irão de estar implicado no terrorismo”, acrescenta a agência Fars.
Esta sentença ainda é susceptível de recurso. Os Estados Unidos rejeitaram as acusações de espionagem e apelaram ao Irão para libertar Hekmati, precisando que os diplomatas suíços – que representam os interesses americanos em Teerão, na ausência de uma embaixada –, pediram para ver Hekmati no sábado. Mas o pedido foi recusado.
Em meados de Dezembro, a televisão estatal iraniana difundiu imagens de Hekmati, onde este confessou trabalhar para a agência norte-americana. O homem teria sido identificado pelos serviços secretos iranianos na base de Bagram, que os Estados Unidos têm no Afeganistão, e depois terá sido detido.
Este caso ameaça agravar o clima, já tenso, nas relações entre o Irão e os Estados Unidos. publico.pt