“Se a pergunta clara é: temos uma justiça para ricos e para pobres? É verdade que ainda temos mas vamos caminhando no sentido de cada vez mais isso deixar de ser assim. Permitam-me que vos diga que começamos a ver detidos, presos que há 20 anos pensávamos impossível e, portanto, também é bom que se sublinhe os poucos passos que apesar de tudo se deram”, explicitou.
Segundo a ministra da tutela “era impensável ver algumas pessoas da sociedade portuguesa, a vários títulos, acusadas, outras presas, outras condenadas e, portanto, há um fim de estado de impunidade que se pré-anuncia”.
“A eliminação de expedientes dilatórios no âmbito do processo penal, a eliminação das prescrições a partir de uma determinada fase processual, o facto dos detidos em flagrante delito poderem ser julgados de imediato em sumário – já podem, mas aumentar o leque das situações – as confissões do arguido, prestadas perante advogado em fase de inquérito, valerem em julgamento”, enunciou.
Paula Teixeira da Cruz sublinhou ainda que a criminalização do enriquecimento ilícito, que está no Parlamento, “vai permitir apanhar muitos daqueles que prevaricam mas que depois têm impunidade porque não é possível provar outro tipo de situações”. ionline
MAS como é possível corrigir muitas situações da actual (in) justiça, que assentam simplesmente na leitura subjectiva das juízas e dos juízes, sem um corpo independente e exterior, como a inspecção no ensino, que verifique os actos dos magistrados?