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Tinham gás-pimenta na carrinha celular

Dois presos preventivos, por suspeitas de tráfico de droga internacional, fugiram ontem à porta do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, depois de terem atacado os guardas prisionais com gás-pimenta. Ao DN, a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais anunciou a abertura de um inquérito para apurar como foi possível que os presos tivessem na sua posse aquele tipo de gás.

Segundo informações recolhidas pelo DN, a fuga aconteceu quando um dos guardas prisionais abriu a porta lateral da carrinha celular que transportava três detidos, que iam ser interrogados pelo procurador João Ramos, do DCIAP. Não era o primeiro interrogatório. Os indivíduos são suspeitos de tráfico de droga internacional e considerados perigosos. Um dos guardas prisionais atacados teve de ser assistido no local por médicos do INEM, tendo sido encaminhado para o hospital, encontrando-se livre de perigo.

No interior da carrinha estavam três detidos, sendo que o guardas apenas conseguiram travar a fuga de um. Os restantes fugiram pela Rua Alexandre Herculano e desapareceram. Os guardas prisionais terão disparado alguns tiros para tentar travar a fuga.

Durante a tarde de ontem, foram veiculadas duas hipóteses: a primeira de que os fugitivos teriam um carro à sua espera que os fez "desaparecer" do local. E ainda uma segunda de que os detidos conseguiram furtar um carro, abandonando-o em seguida. As autoridades lançaram durante o dia de ontem uma autêntica "caça ao homem" a nível nacional, mas sem resultados até à hora de fecho desta edição.

Por apurar está a forma como os reclusos tiveram acesso a uma lata de gás-pimenta. Ao DN, a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais disse que será aberto um inquérito pelo Serviço de Auditoria e Inspecção dirigido por um procurador do Ministério Público. dn.pt

Nota 1: duas semanas antes foram roubadas 10 ou mais armas de guerra de um quartel do comandos. Agora isto. Ao estado a que "isto" chegou!

Nota 2: o correiodamanha.pt apresenta um texto bem mais objectivo e esclarecedor: "Introduziram em Portugal 1,7 toneladas de cocaína, avaliada em 20 milhões de euros. PJ suspeita de cumplicidade nos serviços prisionais".

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