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Bancos: falta de vergonha e "muita lata"

Em Janeiro de 2009, os banqueiros evitaram pôr os pés em Davos, para não ouvir que eram os culpados pela crise financeira que acabara de rebentar. Um ano depois, o Fórum Económico Mundial debatia a regulação financeira e os grandes bancos tentaram passar despercebidos. Este ano, os banqueiros regressam em força a Davos e a confiança injectada pela recuperação mundial foi tal que puseram os seus interesses na agenda, alertando que a nova regulação do sistema financeiro pode prejudicar os bancos e a própria economia.
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Um dos episódios mais referidos em Davos foi o protagonizado pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que voltou a criticar de forma acesa os "culpados" da crise. Questionado pelo presidente executivo do JP Morgan, Jamie Dimon, sobre a regulação do sistema financeiro, Sarkozy aproveitou para lançar farpas aos banqueiros. "Grandes instituições financeiras, nas quais pensávamos que podíamos confiar, fizeram coisas que desafiam o senso comum", atacou Sarkozy. "O mundo ficou com dez milhões de desempregados, que não tiveram culpa e pagaram por tudo", salientou.

Numa sessão anterior do fórum, o presidente do JP Morgan tinha dito que era injusto colocar todos os bancos no mesmo cesto. Mas outros banqueiros foram mais longe, dizendo que as novas regras de regulação podem prejudicar a economia.
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Um executivo de topo da Goldman Sachs aproveitou mesmo a presença em Davos para alegar que as novas regras de regulação poderiam provocar a próxima crise, ao desviar actividades de risco para o sistema financeiro "sombra" - os hedge funds (fundos de investimento). Mas ... a comissão de inquérito norte-americana para investigar a crise financeira mostrou que o Goldman foi um dos principais dinamizadores dos esquemas arriscados que puseram o sector à beira do colapso, os avisos do banco correm o risco de cair no vazio. publico.pt

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