Portugal de TGV
O deputado europeu Nuno Melo considera «falta de senso» a insistência do Governo no troço do TGV Poceirão-Caia e diz-se perplexo com a falta de reacção do PSD, já que a suspensão fez parte do acordo para o Orçamento de Estado.
«O que impede o governo de suspender a construção do troço Poceirão-Caia?» questiona o deputado do CDS-PP, que adiantou ter recebido uma resposta da União Europeia a informar que os fundos comunitários para o TGV não serão perdidos, mesmo que o país decida não avançar com a obra, podendo ser reafectados a outros programas até 2015.
O troço de TGV Poceirão-Caia vai custar mais 195 milhões de euros do que o previsto, depois de o Governo ter aprovado em conselho de ministros na semana passada, a alteração ao contrato de concessão.
A intenção desta alteração ao contrato tem a ver com as reservas que o Tribunal de Contas manifestou em relação ao visto prévio.
Para Nuno Melo, «nesta conjuntura tão difícil que onera os portugueses» não faz sentido o governo insistir nesta «obra absurda», estranhando ainda o PSD não reagir.
«Sabendo-se agora que o dinheiro não será perdido, porque o governo insiste na obra sem ao menos a suspender até que as nossas economias e finanças tenham melhores dias», afirmou.
O grupo parlamentar do CDS-PP irá brevemente pedir explicações ao Governo.
Nuno Melo garantiu que o CDS «não vai deixar cair o assunto», lembrando que a suspensão da obra foi uma exigência do PSD para deixar passar o orçamento de estado de 2011.
«Pelos montantes envolvidos que o país não tem, pela obra que não se justifica e que manda o bom-senso suspender e depois de o PSD não se indignar, o CDS vai pedir explicações», acrescentou.
Segundo a resolução do conselho de ministros publicada sexta-feira no Diário da República, o preço contratual com a concessionária Elos, co-liderada pela Brisa e pela Soares da Costa, será de 1.668 milhões de euros quando, em maio passado, à altura da assinatura do contrato de adjudicação, o valor era de 1.473 milhões de euros. Lusa / SOL
Nota: com os aviões baixo-custo vai seguramente haver milhões a andar de TGV entre Portugal e Madrid...
O deputado europeu Nuno Melo considera «falta de senso» a insistência do Governo no troço do TGV Poceirão-Caia e diz-se perplexo com a falta de reacção do PSD, já que a suspensão fez parte do acordo para o Orçamento de Estado.
«O que impede o governo de suspender a construção do troço Poceirão-Caia?» questiona o deputado do CDS-PP, que adiantou ter recebido uma resposta da União Europeia a informar que os fundos comunitários para o TGV não serão perdidos, mesmo que o país decida não avançar com a obra, podendo ser reafectados a outros programas até 2015.
O troço de TGV Poceirão-Caia vai custar mais 195 milhões de euros do que o previsto, depois de o Governo ter aprovado em conselho de ministros na semana passada, a alteração ao contrato de concessão.
A intenção desta alteração ao contrato tem a ver com as reservas que o Tribunal de Contas manifestou em relação ao visto prévio.
Para Nuno Melo, «nesta conjuntura tão difícil que onera os portugueses» não faz sentido o governo insistir nesta «obra absurda», estranhando ainda o PSD não reagir.
«Sabendo-se agora que o dinheiro não será perdido, porque o governo insiste na obra sem ao menos a suspender até que as nossas economias e finanças tenham melhores dias», afirmou.
O grupo parlamentar do CDS-PP irá brevemente pedir explicações ao Governo.
Nuno Melo garantiu que o CDS «não vai deixar cair o assunto», lembrando que a suspensão da obra foi uma exigência do PSD para deixar passar o orçamento de estado de 2011.
«Pelos montantes envolvidos que o país não tem, pela obra que não se justifica e que manda o bom-senso suspender e depois de o PSD não se indignar, o CDS vai pedir explicações», acrescentou.
Segundo a resolução do conselho de ministros publicada sexta-feira no Diário da República, o preço contratual com a concessionária Elos, co-liderada pela Brisa e pela Soares da Costa, será de 1.668 milhões de euros quando, em maio passado, à altura da assinatura do contrato de adjudicação, o valor era de 1.473 milhões de euros. Lusa / SOL
Nota: com os aviões baixo-custo vai seguramente haver milhões a andar de TGV entre Portugal e Madrid...