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2,16 deputados por cada cem mil habitantes

Após uma conferência que decorreu na Universidade Católica de Lisboa, Fernando Nobre afirmou à agência Lusa que são necessárias “mudanças estruturais” no sistema político e que, caso seja eleito Presidente da República, em Janeiro, irá propor a redução do "número de deputados para cem".

Para o candidato independente às eleições presidenciais, desta forma, os deputados “seriam melhores deputados, já que o seu trabalho seria mais visível, seriam mais responsabilizados e isso iria melhorar a democracia parlamentar”.

“Temos de ter em conta que Portugal tem o dobro dos deputados de vários outros países europeus, atendendo à sua população. Em Portugal, há 2,16 deputados por cada cem mil habitantes, mais do dobro do que em França, Espanha, Holanda e Alemanha, onde não chega a um [deputado] por cada cem mil habitantes”, afirmou.

O candidato defendeu ainda “mais democracia na política”, através da criação de um “portal da transparência, em que todos os detentores de cargos públicos disponibilizam os seus rendimentos, interesses e grupos a que pertencem antes e depois de [ocuparem o] cargo, de modo a evitar qualquer suspeição”.

Em nome da “transparência”, Nobre defende ainda a criação do “portal do Orçamento do Estado”, para que todos os contribuintes possam saber onde está o seu dinheiro a ser gasto.

Fernando Nobre propôs ainda a “criação de empresas a custo zero e com micro-crédito garantido”, de forma a que muitos jovens possam “lançar as suas empresas e as suas ideias”.

“Proponho a criação de empresas a custo zero, com micro-crédito garantido e apoio público ao alto emprego, já que sabemos que uma das muitas das soluções para os desempregados actuais vai ser o auto-emprego”, defendeu.

Nobre recordou que actualmente, “para a criação de uma empresa, são precisos no mínimo cinco mil euros de capital social e que se gasta quase 500 euros de custos e registos”, uma situação que seria “ultrapassada” com esta medida.

O candidato defendeu ainda a necessidade de promover uma “economia de inclusão e uma economia mais eficaz”, o que, a seu ver, pode ser alcançado pela imposição de “um mínimo social europeu”.

“A União Europeia deveria encontrar um mínimo social europeu, um patamar comum mínimo de protecção social” para reduzir a pobreza na Europa e para que “a integração europeia não seja apenas um processo económico e financeiro”. publico.pt, 13 dez

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