Atentado em Estocolmo
“Trata-se de um caso muito grave, que está a ser investigado como um crime terrorista”, confirmou Anders Thornberg, director de operações da Sapo, os serviços de informação e segurança suecos. Ainda assim, foi decidido não elevar o nível de alerta terrorista, revisto em Outubro devido a uma “mudança nas actividades” dos grupos extremistas locais.
As investigações centram-se, para já, no homem encontrado morto pouco depois da segunda explosão. Segundo a imprensa sueca, trata-se de Taymour Abdulwahab, um iraquiano de 28 anos, residente no Sul do país. Seria dele o carro que explodiu minutos antes, a curta distância, numa das principais ruas comerciais do centro de Estocolmo, ferindo duas pessoas.
A Sapo recusa confirmar quer a identidade do suspeito, quer a tese de atentado suicida – que seria o primeiro na história do país. Mas uma das primeiras pessoas a chegar ao local contou ao jornal Dagens Nyheter que o homem apresentava feridas graves na zona abdominal. “Parecia que ele tinha transportado alguma coisa que explodiu junto ao estômago”.
O diário Aftonbladet acrescentou que, ao lado do corpo, foram encontradas bombas-tubo (engenhos artesanais, fabricados com peças metálicas) e um saco com pregos. Admite-se que algum dos engenhos tenha explodido antes do previsto. “Por sorte, parece ter-se tratado de um grande fracasso”, disse à AFP Bo Janzon, perito sueco em segurança, explicando que os engenhos citados “mostram que ele tinha intenção de matar e mutilar”.
Pista islamista
As suspeitas centraram-se na pista islamista depois de a agência de notícias TT ter revelado que, minutos antes do ataque, recebeu um email, com ficheiros de voz em árabe e sueco. Lá dentro prometia-se vingança contra a “guerra ao Islão” (referência habitual à missão da NATO no Afeganistão) e o apoio estúpido a Lars Vilks”, o cartoonista que em 2007 desenhou Maomé com corpo de cão. “Agora as vossas mulheres e crianças vão morrer como as nossas”, avisa o autor da mensagem, enviada também para a Sapo. publico.pt, 12 dez
“Trata-se de um caso muito grave, que está a ser investigado como um crime terrorista”, confirmou Anders Thornberg, director de operações da Sapo, os serviços de informação e segurança suecos. Ainda assim, foi decidido não elevar o nível de alerta terrorista, revisto em Outubro devido a uma “mudança nas actividades” dos grupos extremistas locais.
As investigações centram-se, para já, no homem encontrado morto pouco depois da segunda explosão. Segundo a imprensa sueca, trata-se de Taymour Abdulwahab, um iraquiano de 28 anos, residente no Sul do país. Seria dele o carro que explodiu minutos antes, a curta distância, numa das principais ruas comerciais do centro de Estocolmo, ferindo duas pessoas.
A Sapo recusa confirmar quer a identidade do suspeito, quer a tese de atentado suicida – que seria o primeiro na história do país. Mas uma das primeiras pessoas a chegar ao local contou ao jornal Dagens Nyheter que o homem apresentava feridas graves na zona abdominal. “Parecia que ele tinha transportado alguma coisa que explodiu junto ao estômago”.
O diário Aftonbladet acrescentou que, ao lado do corpo, foram encontradas bombas-tubo (engenhos artesanais, fabricados com peças metálicas) e um saco com pregos. Admite-se que algum dos engenhos tenha explodido antes do previsto. “Por sorte, parece ter-se tratado de um grande fracasso”, disse à AFP Bo Janzon, perito sueco em segurança, explicando que os engenhos citados “mostram que ele tinha intenção de matar e mutilar”.
Pista islamista
As suspeitas centraram-se na pista islamista depois de a agência de notícias TT ter revelado que, minutos antes do ataque, recebeu um email, com ficheiros de voz em árabe e sueco. Lá dentro prometia-se vingança contra a “guerra ao Islão” (referência habitual à missão da NATO no Afeganistão) e o apoio estúpido a Lars Vilks”, o cartoonista que em 2007 desenhou Maomé com corpo de cão. “Agora as vossas mulheres e crianças vão morrer como as nossas”, avisa o autor da mensagem, enviada também para a Sapo. publico.pt, 12 dez