O concerto
Este filme, apresentado na Festa do Cinema Francês, no passado dia 7, é uma interessante paródia ao drama que muitos artistas russos viveram, e continuam a viver.
Dos ministros mafiosos, ás descargas de metralhadora, ao "desenrasca" das pessoas - neste caso artistas colocados na "lista negra" - para sobreviverem no país dos "oligarcas", de tudo temos um pouco.
Há algo no entanto que convém esclarecer: em nenhuma (nenhuma) situação um concerto daqueles poderia ser apresentado sem ensaios, por mais talentosos que sejam os artistas. De resto os russos são dos artistas que mais, e com mais metodologia, trabalham. Melhor: o concerto, sem ensaios, seria até ao final como começou. E não aconteceria o "milagre"...
Foi um filme divertido, ainda que por vezes a puxar para o "lamechas", que valeu a pena ser visto. Mas também é um filme que denota a total desorientação do cinema francês contemporâneo. Tudo neste trabalho foi inspirado em Hollywood (a escolha do concerto para violino de Tchaikovsky foi como os americanos escolhem os concertos para piano de Rachmaninoff e os apresentam como o expoente máximo do virtuosismo), não na tradição do cinema francês. Muito menos russo...
Este filme, apresentado na Festa do Cinema Francês, no passado dia 7, é uma interessante paródia ao drama que muitos artistas russos viveram, e continuam a viver.
Dos ministros mafiosos, ás descargas de metralhadora, ao "desenrasca" das pessoas - neste caso artistas colocados na "lista negra" - para sobreviverem no país dos "oligarcas", de tudo temos um pouco.
Há algo no entanto que convém esclarecer: em nenhuma (nenhuma) situação um concerto daqueles poderia ser apresentado sem ensaios, por mais talentosos que sejam os artistas. De resto os russos são dos artistas que mais, e com mais metodologia, trabalham. Melhor: o concerto, sem ensaios, seria até ao final como começou. E não aconteceria o "milagre"...
Foi um filme divertido, ainda que por vezes a puxar para o "lamechas", que valeu a pena ser visto. Mas também é um filme que denota a total desorientação do cinema francês contemporâneo. Tudo neste trabalho foi inspirado em Hollywood (a escolha do concerto para violino de Tchaikovsky foi como os americanos escolhem os concertos para piano de Rachmaninoff e os apresentam como o expoente máximo do virtuosismo), não na tradição do cinema francês. Muito menos russo...