Maurice Allais morre aos 99 anos
O falecimento foi anunciado pelo governo francês e confirma a notícia já avançada pelo jornal Le Figaro.
Nascido em Paris em 1911, onde se licenciou na École Polytechnique, Maurice Allais fez um percurso como economista e professor universitário tendo-se dedicado à teoria da decisão e à política monetária, entre outras áreas, e sido autor de mais de uma centena de livros.
Em 1988, o homem que se intitulava como "socialista liberal" foi laureado com o Prémio Sveriges Riksbank em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, conhecido como Nobel da Economia, pelo seu "contributo pioneiro para a teoria dos mercados e eficiente utilização dos recursos".
O Nobel da Economia 2010 é conhecido segunda-feira, 11 de Outubro, e os economistas contactados pela agência Lusa apostam em trabalhos sobre a crise económica e financeira, assinalando que a Academia costuma surpreender.
Prémio Nobel da Economia
O Prémio Nobel da Economia foi anunciado em Estocolmo, na Suécia, e distinguiu este ano três economistas: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Inglaterra/Chipre).
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De acordo com a Academia de Ciências Sueca, que anunciou hoje o prémio, o modelo desenvolvido pelos três investigadores - DPM Model - ajudou "a compreender a forma como o desemprego, as ofertas disponíveis e os salários são afectados pelas políticas económicas".
Os laureados criaram modelos matemáticos que constituem a base para estudar como estes processos ocorrem no mundo real.
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"As actuais taxas de desemprego são um grande problema em termos de política económica. Os modelos tradicionais não encaixavam bem com a nova realidade derivada da crise", explicou Pissarides contactado telefonicamente pela academia durante a conferência de imprensa.
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O ano passado o prémio foi igualmente entregue a dois economistas norte-americanos - Elinor Ostrom (a primeira mulher a receber esta distinção) e Oliver E. Williamson.
Longo período de fraco crescimento
Nos Estados Unidos, existe uma preocupação crescente de que a pior recessão desde a Grande Depressão tenha danificado a capacidade da economia crescer.
De facto, há boas razões para acreditar que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos vão viver um longo período de fraco crescimento. Afectados pela crise, os bancos apertaram os seus padrões de crédito e vão passar a estar sujeitos a exigências de capital e liquidez. Em consequência, o crédito bancário vai ser mais difícil de obter.
Uma oferta mais limitada de crédito bancário vai significar custos de capital mais elevados. As pequenas e médias empresas – a mais importante fonte de inovação e crescimento do emprego – vão sentir os efeitos de forma mais dura.
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Outra preocupação é que esta crise crie um núcleo duro de desempregado cujas capacidades atrofiem e se tornem estigmatizados aos olhos dos potenciais empregadores. A subida do desemprego estrutural vai reduzir os “inputs” laborais e a eficiência. É difícil crescer quando os trabalhadores do sector da construção e os gestores de “hedge-fund” têm que aprender a trabalhar como soldadores ou enfermeiros. Esta incompatibilidade entre as capacidades oferecidas e as solicitadas representa um sério obstáculo ao crescimento do emprego.
O falecimento foi anunciado pelo governo francês e confirma a notícia já avançada pelo jornal Le Figaro.
Nascido em Paris em 1911, onde se licenciou na École Polytechnique, Maurice Allais fez um percurso como economista e professor universitário tendo-se dedicado à teoria da decisão e à política monetária, entre outras áreas, e sido autor de mais de uma centena de livros.
Em 1988, o homem que se intitulava como "socialista liberal" foi laureado com o Prémio Sveriges Riksbank em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, conhecido como Nobel da Economia, pelo seu "contributo pioneiro para a teoria dos mercados e eficiente utilização dos recursos".
O Nobel da Economia 2010 é conhecido segunda-feira, 11 de Outubro, e os economistas contactados pela agência Lusa apostam em trabalhos sobre a crise económica e financeira, assinalando que a Academia costuma surpreender.
Prémio Nobel da Economia
O Prémio Nobel da Economia foi anunciado em Estocolmo, na Suécia, e distinguiu este ano três economistas: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Inglaterra/Chipre).
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De acordo com a Academia de Ciências Sueca, que anunciou hoje o prémio, o modelo desenvolvido pelos três investigadores - DPM Model - ajudou "a compreender a forma como o desemprego, as ofertas disponíveis e os salários são afectados pelas políticas económicas".
Os laureados criaram modelos matemáticos que constituem a base para estudar como estes processos ocorrem no mundo real.
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"As actuais taxas de desemprego são um grande problema em termos de política económica. Os modelos tradicionais não encaixavam bem com a nova realidade derivada da crise", explicou Pissarides contactado telefonicamente pela academia durante a conferência de imprensa.
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O ano passado o prémio foi igualmente entregue a dois economistas norte-americanos - Elinor Ostrom (a primeira mulher a receber esta distinção) e Oliver E. Williamson.
Longo período de fraco crescimento
Nos Estados Unidos, existe uma preocupação crescente de que a pior recessão desde a Grande Depressão tenha danificado a capacidade da economia crescer.
De facto, há boas razões para acreditar que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos vão viver um longo período de fraco crescimento. Afectados pela crise, os bancos apertaram os seus padrões de crédito e vão passar a estar sujeitos a exigências de capital e liquidez. Em consequência, o crédito bancário vai ser mais difícil de obter.
Uma oferta mais limitada de crédito bancário vai significar custos de capital mais elevados. As pequenas e médias empresas – a mais importante fonte de inovação e crescimento do emprego – vão sentir os efeitos de forma mais dura.
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Outra preocupação é que esta crise crie um núcleo duro de desempregado cujas capacidades atrofiem e se tornem estigmatizados aos olhos dos potenciais empregadores. A subida do desemprego estrutural vai reduzir os “inputs” laborais e a eficiência. É difícil crescer quando os trabalhadores do sector da construção e os gestores de “hedge-fund” têm que aprender a trabalhar como soldadores ou enfermeiros. Esta incompatibilidade entre as capacidades oferecidas e as solicitadas representa um sério obstáculo ao crescimento do emprego.