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A bancarrota

A opção é clara: ou se fazem cortes draconianos nos salários ou há o sério risco de «colapso financeiro» do Estado, que deixará de poder pagá-los de todo - ou seja, é a bancarrota.

Nota: é curioso como empresas públicas que só dão prejuízo sem se vislumbrar o seu interesse estratégico vital, institutos, fundações e outros organismos desnecessários ou redundantes que foram inventados para se criarem cargos e empregos para os boys, administradores pagos a "preço do ouro", assessores e consultores, políticos com duplas pensões, parecem não entrar na categoria dos sacrificados. O governo anunciou a extinção da RAVE e mais 3 organismos (de acordo com o expresso online), mas são milhares as "entidades" com corpo administrativo próprio que vivem do Orçamento...

Depois há as despesas por parte dos organismos do Estado, das empresas públicas e municipais, como despesas de catering e todo o tipo de despesas até 5 milhões de euros (5.000.000) por ajuste directo ás empresas simplex, criadas na hora pelos amigos e familiares, que são um "monstro" mais discreto e pouco conhecido.


A bancarrota não é para todos

O ex-presidente do PSD (Marques Mendes) revelou quatro exemplos ocorridos em 2009, “ano de crise” e “com muita gente a passar dificuldades”, – os ordenados das administrações do Porto de Lisboa, Carris, CP e Docapesca foram elevados. De acordo com Marques Mendes, no caso da Docapesca os ordenados aumentaram para o dobro.

Um dos casos relatado no seu comentário na TVI24 (Jornal das Dez), é o da CP. A empresa, que em 2009 teve prejuízos 231 milhões de euros (CP e CP Carga), passou a 12 de Junho do ano passado, por decreto-lei governamental, de Empresa Pública (EP) para Entidade Pública Empresarial (EPE). Um mês depois (13 de Julho), por despacho dos secretários de Estado do Tesouro e Finanças e dos Transportes, foram alterados os vencimentos dos seus gestores. O presidente que ganhava 4.725 euros passou a ganhar 7.225 euros (mais 52 por cento) e os vogais passaram de 4.204,18 euros para 6.791 euros (quase 60 por cento).

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