O (suposto) monstro
- a sua mãe deve ser um monstro, disse a psicóloga ...
Foi um momento de embaraço porque ela tinha dito a verdade, mas não havia necessidade. A incompetência da psicóloga tinha entrado pelos ouvidos adentro... in O caso Q
O pedagogo
Um caso de alguém que é, de facto, uma vítima. Uma vítima de tudo e de todos, uma vítima dos pais, do ensino, da "sociedade" e também vítima de uma das Dogville portuguesas: ..., uma comunidade de crápulas. Também me lembro do C, lá da rua onde crescemos, dizer, quando já éramos adolescentes: "sempre olhamos Q como um alguém destinado a ser sacrificado". Grande pedagogo este C... idem
Nota: a psicanalista Maria Belo escreveu (na tese de doutoramento creio) que os portugueses são uns filhos da mãe. O caso Q é um dos casos, por excelência, que confirma essa tese (não li o livro mas conheço as linhas gerais da formulação).
No entanto há uma percentagem de portugueses que não são somente "filhos da mãe", como o "nosso" Q, mas grandes perversos que "passam ao acto". Estou-me a referir aos matadores de mulheres e a todo o tipo de grandes agressores. Para estes a justiça é ridiculamente branda e os seus defensores jogam com essa brandura. Quando um advogado argumenta - e é atendido - que o seu cliente é um "psicopata" (designação para os grandes perversos que passam ao "acto", ie, ao disfrute criminoso do seu "gozo" perverso), para que lhe seja atenuada a pena, estamos perante uma monstruosidade: o "psicopata" é não somente incurável como a sua perigosidade aumenta com o avanço da idade.
Quando 5 por cento dos portugueses acha que a agressão no meio familiar é aceitável, estamos perante 500 mil virtuais grandes perversos: uma enormidade que pode destruir moral, ética e economicamente um país. Face a isto, dado que a educação não só falhou como é responsável desta situação, só resta a repressão, adequada mas implacável: tratam-se de vidas de mulheres que são potencialmente muito mais úteis e importantes para o país que os seus agressores. Os agressores de mulheres são, com os corruptos (coincidirão em muitos casos), um dos grandes cancros que corrói Portugal.
- a sua mãe deve ser um monstro, disse a psicóloga ...
Foi um momento de embaraço porque ela tinha dito a verdade, mas não havia necessidade. A incompetência da psicóloga tinha entrado pelos ouvidos adentro... in O caso Q
O pedagogo
Um caso de alguém que é, de facto, uma vítima. Uma vítima de tudo e de todos, uma vítima dos pais, do ensino, da "sociedade" e também vítima de uma das Dogville portuguesas: ..., uma comunidade de crápulas. Também me lembro do C, lá da rua onde crescemos, dizer, quando já éramos adolescentes: "sempre olhamos Q como um alguém destinado a ser sacrificado". Grande pedagogo este C... idem
Nota: a psicanalista Maria Belo escreveu (na tese de doutoramento creio) que os portugueses são uns filhos da mãe. O caso Q é um dos casos, por excelência, que confirma essa tese (não li o livro mas conheço as linhas gerais da formulação).
No entanto há uma percentagem de portugueses que não são somente "filhos da mãe", como o "nosso" Q, mas grandes perversos que "passam ao acto". Estou-me a referir aos matadores de mulheres e a todo o tipo de grandes agressores. Para estes a justiça é ridiculamente branda e os seus defensores jogam com essa brandura. Quando um advogado argumenta - e é atendido - que o seu cliente é um "psicopata" (designação para os grandes perversos que passam ao "acto", ie, ao disfrute criminoso do seu "gozo" perverso), para que lhe seja atenuada a pena, estamos perante uma monstruosidade: o "psicopata" é não somente incurável como a sua perigosidade aumenta com o avanço da idade.
Quando 5 por cento dos portugueses acha que a agressão no meio familiar é aceitável, estamos perante 500 mil virtuais grandes perversos: uma enormidade que pode destruir moral, ética e economicamente um país. Face a isto, dado que a educação não só falhou como é responsável desta situação, só resta a repressão, adequada mas implacável: tratam-se de vidas de mulheres que são potencialmente muito mais úteis e importantes para o país que os seus agressores. Os agressores de mulheres são, com os corruptos (coincidirão em muitos casos), um dos grandes cancros que corrói Portugal.