Crise foi provocada pelas desigualdades
Estudo do FMI, analisado na edição do jornal i conclui que a actual instabilidade financeira está relacionada com as desigualdades na distribuição de rendimentos.
Tal como a Grande Depressão, nos anos 20, também a actual crise financeira foi provocada pelo adensar do fosso entre os ricos e os pobres, revela uma análise dos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O jornal i noticia, na edição de hoje, que os dois economistas envolvidos no estudo, Michael Kumhof e Romain Rancière, concluíram que ambas as crises foram precedidas por uma série de factores, nomeadamente “um aumento considerável da percentagem de rendimento detida pela fatia mais rica da população, bem como um aumento do recurso ao crédito e ao endividamento” por parte das restantes pessoas.
Esta análise, que se debruça exclusivamente sobre a economia dos Estados Unidos, foi replicada em grande parte dos países desenvolvidos, refere o i, acrescentando que Portugal “é o segundo país da zona euro com maior desigualdade na distribuição de rendimentos entre os 20 por cento mais ricos e os 20 por cento mais pobres, apenas ultrapassado por Espanha”.
Uma comparação deste desequilíbrio em duas épocas distintas permitiu aos economistas do FMI concluir que, entre 1920 e 1928, o rendimento detido pelos cinco mais ricos, nos Estados Unidos, aumentou de 24 para 34 por cento.
Entre 1983 e 2007, o crescimento foi de 22 para 34 por cento. Sendo que o nível de endividamento da restante população (95 por cento) praticamente duplicou nos dois períodos pré-crise. publico.pt, 25 Nov
Estudo do FMI, analisado na edição do jornal i conclui que a actual instabilidade financeira está relacionada com as desigualdades na distribuição de rendimentos.
Tal como a Grande Depressão, nos anos 20, também a actual crise financeira foi provocada pelo adensar do fosso entre os ricos e os pobres, revela uma análise dos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O jornal i noticia, na edição de hoje, que os dois economistas envolvidos no estudo, Michael Kumhof e Romain Rancière, concluíram que ambas as crises foram precedidas por uma série de factores, nomeadamente “um aumento considerável da percentagem de rendimento detida pela fatia mais rica da população, bem como um aumento do recurso ao crédito e ao endividamento” por parte das restantes pessoas.
Esta análise, que se debruça exclusivamente sobre a economia dos Estados Unidos, foi replicada em grande parte dos países desenvolvidos, refere o i, acrescentando que Portugal “é o segundo país da zona euro com maior desigualdade na distribuição de rendimentos entre os 20 por cento mais ricos e os 20 por cento mais pobres, apenas ultrapassado por Espanha”.
Uma comparação deste desequilíbrio em duas épocas distintas permitiu aos economistas do FMI concluir que, entre 1920 e 1928, o rendimento detido pelos cinco mais ricos, nos Estados Unidos, aumentou de 24 para 34 por cento.
Entre 1983 e 2007, o crescimento foi de 22 para 34 por cento. Sendo que o nível de endividamento da restante população (95 por cento) praticamente duplicou nos dois períodos pré-crise. publico.pt, 25 Nov