Capacidade para transformar rumores em certezas
Zapatero descarta "em absoluto" a necessidade de um resgate e diz basear-se em "dados concretos". Mas a Irlanda também insistia na mesma tecla e não deixou de capitular, o que só prova que os mercados quando querem têm uma grande capacidade para transformar rumores em certezas.
Ontem, na Bloomberg, o economista Michael McDonough escrevia que o risco de Espanha é agora maior do que o de Portugal e que os seus problemas constituem uma ameaça superior para a estabilidade da moeda única. Desde logo, porque a Espanha é a quarta maior economia europeia e "o seu PIB representa 12% da economia da Zona Euro, mais do que o PIB acumulado de Irlanda, Grécia e Portugal". Para McDonough, "Espanha está a tornar-se cada vez mais o ponto central dos receios em torno da estabilidade das economias mais debilitadas."
Também uma nota de análise do Barclays Capital afirmava que a Espanha poderá ser o próximo país na mira dos mercados, partindo do exemplo irlandês - sem problemas de financiamento externo até ter de ir em socorro da banca. O Barclays agregou as dívidas, as necessidades e os timmings de financiamento dos Estados e dos bancos em 2011 e concluiu que, só nos primeiros quatro meses, a Espanha deve ter de ir buscar ao mercado 30 mil milhões de euros, enquanto as necessidades de financiamento dos seus bancos poderão atingir os 40 mil milhões, existindo "um risco de execução substancial". E afirma que, se houver uma crise de confiança dos mercados na dívida espanhola - pública ou bancária -, a que os bancos franceses e alemães estão muito expostos, o risco de contágio à Zona Euro é elevado. dn.pt, 27 Nov
Nota: a Zona Euro sem um governo central arrisca-se a ser derrotada pelos "mercados".
Estabilização e fortalecimento do euro
O primeiro-ministro russo Vladimir Putin disse ser «bastante possível» a eventual adesão do seu país à moeda única europeia, com vista a destronar o dólar norte-americano como divisa de referência internacional.
À saída de um encontro com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim, Putin disse ainda acreditar na estabilização e mesmo no fortalecimento do euro, apesar da actual crise da dívida soberana de vários países do continente.
«Sim, existem problemas, mas a política económica do Banco Central Europeu e dos governos dos principais países europeus convencem-me de que a estabilidade do euro será preservada», declarou o primeiro-ministro.
«Sabemos que há problemas em Portugal, na Grécia e na Irlanda, e que o euro está a oscilar um pouco. Mas no seu todo, é uma divisa sólida que deve tomar o seu lugar como moeda de referência», acrescentou. sol.pt, 26 Nov
Nota: os problemas em Portugal e na Grécia prendem-se com com a fraca capacidade produtiva, com as desigualdades terceiro-mundistas e com a corrupção, que bloqueiam a supracitada capacidade produtiva. Na Irlanda tratou-se de um problema financeiro, ie, de "mercado", ou seja, de especulação brutal e descontrolada. A adesão russa ao Euro pode acontecer se à Alemanha não interessar um governo federal da Zona Euro.
(se fosse alemão provavelmente não quereria misturar-me com os corruptos portugueses e gregos, com os Aznares espanhóis e com os mafiosos italianos)
Zapatero descarta "em absoluto" a necessidade de um resgate e diz basear-se em "dados concretos". Mas a Irlanda também insistia na mesma tecla e não deixou de capitular, o que só prova que os mercados quando querem têm uma grande capacidade para transformar rumores em certezas.
Ontem, na Bloomberg, o economista Michael McDonough escrevia que o risco de Espanha é agora maior do que o de Portugal e que os seus problemas constituem uma ameaça superior para a estabilidade da moeda única. Desde logo, porque a Espanha é a quarta maior economia europeia e "o seu PIB representa 12% da economia da Zona Euro, mais do que o PIB acumulado de Irlanda, Grécia e Portugal". Para McDonough, "Espanha está a tornar-se cada vez mais o ponto central dos receios em torno da estabilidade das economias mais debilitadas."
Também uma nota de análise do Barclays Capital afirmava que a Espanha poderá ser o próximo país na mira dos mercados, partindo do exemplo irlandês - sem problemas de financiamento externo até ter de ir em socorro da banca. O Barclays agregou as dívidas, as necessidades e os timmings de financiamento dos Estados e dos bancos em 2011 e concluiu que, só nos primeiros quatro meses, a Espanha deve ter de ir buscar ao mercado 30 mil milhões de euros, enquanto as necessidades de financiamento dos seus bancos poderão atingir os 40 mil milhões, existindo "um risco de execução substancial". E afirma que, se houver uma crise de confiança dos mercados na dívida espanhola - pública ou bancária -, a que os bancos franceses e alemães estão muito expostos, o risco de contágio à Zona Euro é elevado. dn.pt, 27 Nov
Nota: a Zona Euro sem um governo central arrisca-se a ser derrotada pelos "mercados".
Estabilização e fortalecimento do euro
O primeiro-ministro russo Vladimir Putin disse ser «bastante possível» a eventual adesão do seu país à moeda única europeia, com vista a destronar o dólar norte-americano como divisa de referência internacional.
À saída de um encontro com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim, Putin disse ainda acreditar na estabilização e mesmo no fortalecimento do euro, apesar da actual crise da dívida soberana de vários países do continente.
«Sim, existem problemas, mas a política económica do Banco Central Europeu e dos governos dos principais países europeus convencem-me de que a estabilidade do euro será preservada», declarou o primeiro-ministro.
«Sabemos que há problemas em Portugal, na Grécia e na Irlanda, e que o euro está a oscilar um pouco. Mas no seu todo, é uma divisa sólida que deve tomar o seu lugar como moeda de referência», acrescentou. sol.pt, 26 Nov
Nota: os problemas em Portugal e na Grécia prendem-se com com a fraca capacidade produtiva, com as desigualdades terceiro-mundistas e com a corrupção, que bloqueiam a supracitada capacidade produtiva. Na Irlanda tratou-se de um problema financeiro, ie, de "mercado", ou seja, de especulação brutal e descontrolada. A adesão russa ao Euro pode acontecer se à Alemanha não interessar um governo federal da Zona Euro.
(se fosse alemão provavelmente não quereria misturar-me com os corruptos portugueses e gregos, com os Aznares espanhóis e com os mafiosos italianos)