O JN de hoje dá-nos uma imagem do Portugal real que os media "eruditos" minuciosamente escondem. Um velho mata o sobrinho porque este lhe fez um risco na porta da garagem... um sujeito de 28 anos mata a ex-mulher, com 22 anos e grávida * de outro, porque não aceita a separação... Se dia a dia se contabilizarem os assassínios em Portugal (aqueles que os media "não eruditos" noticiam, porque muitos casos nem sequer chegam a ser notícia) concluiremos não só que Portugal não faz (porque nunca fez) parte da "grande tradição europeia", como é um país recheado de carniceiros macabros. Concluiremos também que Portugal não avançou substancialmente desde o 25 de Abril, apesar do tão propalado "avanço" (estatístico...) na educação.
Os assassinatos por "ciúme" em Portugal - parte substancial deles praticados por jovens - só são comparáveis aos "crimes de honra" dos paquistaneses em Inglaterra, que o Labour judiciosamente escondeu (até porque alguns chefes da polícia ingleses são paquistaneses, ou de origem paquistanesa, e "laboristas"). Mesmo assim, os assassinatos por "ciúme" em Portugal ultrapassam de longe os "crimes de honra" dos paquistaneses em Inglaterra.
Acontece que a inteligencia europeia não se preocupou em educar a população dos países sem tradições democraticas e de cidadania, como Portugal, Espanha e Grécia, no respeito pelo "outro" e pelos valores que alimentam e preservam a democracia. A democracia só existe pela co-responsabilização dos cidadãos na gestão do "bem comum" e pelo respeito pelo "outro". A democracia não é um estádio "natural" do ser humano mas um sistema que emanou da cultura.
Acontece que os "pedagogos" portugueses, uma espécie de patos bravos da educação, esqueceram-se de promover o essencial, que é o respeito pelo "outro". Dos insultos (desculpabilizados) aos professores e colegas, ao assassinato do "outro", neste caso a ex-companheira, porque esta decidiu romper com a paranóia do insuportável, a diferença não é tão incomensurável como à primeira vista parece. Basicamente em ambos os casos trata-se da negação do "outro" como sujeito autónomo e digno de respeito.
Chegou-se a um ponto limite. Se dentro do Euro tudo continuaria como assim até que a Alemanha eventualmente tomasse consciência do estado das coisas em Portugal e decidisse dar prioridade ao combate aos broncos assassinos portugueses, com o eventual desaparecimento do Euro (e por consequência com a UE em patética e inevitável agonia) as coisas podem mudar de figura.
A "hierarquia militar" (se o Euro acabar - faço votos para tal calamidade não aconteça - falar-se-á de novo nos militares) e os "cidadãos preocupados" têm de perceber 3 coisas: 1) quem comete este assassinatos são basicamente indivíduos patologicamente intratáveis que, com as mãos manchadas de sangue, só contribuirão para uma degeneração cancerígena do "tecido social" e do Estado; 2) estes indivíduos são uma menos-valia absoluta e definitiva, tanto social e económica, como cultural, "ética" e "moral"; 3) a corrupção pode ser entendida como uma patologia não liminarmente diferente da patologia do assassino - que mata porque não conseguiu instrumentalizar a pessoa - e os meios e medidas para combater a corrupção devem ser igualmente potentes.
É impressionante o grau de persistência dos assassinatos "por ciúme" em Portugal. Nem sequer há grandes estudos sobre o assunto já que o "fenómeno" é especifico de sociedades atrasadas "do sul", como a portuguesa, onde a investigação psicanalítica (nomeadamente) ou não existe ou é incipiente e incoerente.
No entanto pode-se afirmar com segurança que a base do crime "por ciúme" não é evidentemente "o amor" mas o desejo de instrumentalizar um "outro" que, apesar de tudo, resiste à manipulação total e à sua radical redução a objecto (de posse) do perverso, ou seja, a sua eliminação como "sujeito pensante" dotado de autonomia. A questão da "posse" só por si não explicará o essencial já que aponta para a questão da instrumentalização (tentativa de instrumentalização dos outros), que é típica do sujeito perverso, que não conseguindo dominar totalmente o "outro" e submetê-lo à sua vontade, reage violentamente eliminando-o fisicamente (o que lhe dá o sentimento de posse física e existencial última do sujeito aniquilado e o enche de "gozo": sente-se o "deus" da vida e da morte do "outro" aniquilado). No "grande-psicótico" o "gozo" último passa pela escravidão total, efectiva e permanente, dos outros, ou pela sua eliminação física quando resistem, e experimenta um gozo intenso e "real" nos crimes que pratica.
É também estranho que os vários governos não tenham decidido uma abordagem "musculada" do problema, nomeadamente instituindo penas substancialmente mais agravadas, só se entendendo tal imobilidade devido a um poder legislativo e jurídico que é imensamente corrupto, incompetente e desculpabilizador dos crimes contra a integridade física e psicológica das pessoas "normais", já que os políticos profissionais e os juízes têm, ou podem ter, segurança paga pelos contribuintes. Estará esta imobilidade relacionada com os hediondos crimes de exploração e abuso sexual de menores cometidos por políticos e "poderosos" (só se conheceram alguns dos criminosos...) no caso Casa Pia? A história o demonstrará. Se não o demonstrar, se fôr uma história forjada para branquear, o nome Casa Pia ficará colado ao nome Portugal para a eternidade.
* a jovem fez 47 queixas na polícia e não foi protegida!!!
Mais dois assassinatos no mesmo dia.
Mais quatro nos dias seguintes:
Uma mulher, de 36 anos, foi ontem baleada na cabeça pelo marido, em Aguçadoura, Póvoa de Varzim, um crime que estará relacionado com a intenção de pedir o divórcio que vinha sendo manifestada pela vítima.
...
Também na passada quarta-feira, no Montijo, uma mulher, igualmente de 36 anos, foi gravemente esfaqueada pelo homem com quem vivia até há cerca de um mês.
...
Ainda na quarta-feira, em Alhos Vedros, Moita, outra mulher, de 45 anos, foi abatida a tiro pelo marido, do qual vivia separada há cerca de dois meses.
...
Fatal foi também o desfecho de outra agressão à facada, na segunda-feira, em Pêro Moniz, Cadaval. Magda, de 22 anos, foi atingida com várias facadas pelo antigo companheiro.
Alguns justificam a matança de mulheres que acontece em Portugal dizendo que é por causa da "crise". Pura mentira! Os portugueses, ou parte deles, sempre foram uns asquerosos assassinos. Os números foram escondidos e as estatísticas falsificadas por corpos policiais masculinos e culturalmente portugueses, ou seja, os polícias desculpabilizavam os assassinos e tentavam branquear as estatísticas. É como com os suicídios: parte substancial deles aparece como "morte por causa desconhecida". Agora que os "media" estão a fazer luz sobre o carácter assassino de parte dos portugueses e as queixas aumentaram devido ao avanço cultural das mulheres que já não suportam serem eternamente escravizadas por autênticas bestas paranóicas sem qualquer valor, torna-se difícil à polícia esconder a realidade, além de que já existem mulheres polícias que seguramente não querem esconder esta verdade monstruosa. Deveriam ser criados uma espécie de "comandos" só constituídos por mulheres (treinadas, por exemplo, em Israel com tácticas de combate anti-terroristas) que tratassem destes asquerosos matadores de mulheres e dos assassinos portugueses em geral que são praticamente todos homens.
As leis têm de ser modificadas para permitirem uma retaliação física directa sobre os agressores por parte das forças destinadas a combater esta aberração monstruosa da sociedade portuguesa. Há que pôr um termo definitivo a isto e para isso há que criar um equivalente legal ao estado de guerra.
Os assassinatos por "ciúme" em Portugal - parte substancial deles praticados por jovens - só são comparáveis aos "crimes de honra" dos paquistaneses em Inglaterra, que o Labour judiciosamente escondeu (até porque alguns chefes da polícia ingleses são paquistaneses, ou de origem paquistanesa, e "laboristas"). Mesmo assim, os assassinatos por "ciúme" em Portugal ultrapassam de longe os "crimes de honra" dos paquistaneses em Inglaterra.
Acontece que a inteligencia europeia não se preocupou em educar a população dos países sem tradições democraticas e de cidadania, como Portugal, Espanha e Grécia, no respeito pelo "outro" e pelos valores que alimentam e preservam a democracia. A democracia só existe pela co-responsabilização dos cidadãos na gestão do "bem comum" e pelo respeito pelo "outro". A democracia não é um estádio "natural" do ser humano mas um sistema que emanou da cultura.
Acontece que os "pedagogos" portugueses, uma espécie de patos bravos da educação, esqueceram-se de promover o essencial, que é o respeito pelo "outro". Dos insultos (desculpabilizados) aos professores e colegas, ao assassinato do "outro", neste caso a ex-companheira, porque esta decidiu romper com a paranóia do insuportável, a diferença não é tão incomensurável como à primeira vista parece. Basicamente em ambos os casos trata-se da negação do "outro" como sujeito autónomo e digno de respeito.
Chegou-se a um ponto limite. Se dentro do Euro tudo continuaria como assim até que a Alemanha eventualmente tomasse consciência do estado das coisas em Portugal e decidisse dar prioridade ao combate aos broncos assassinos portugueses, com o eventual desaparecimento do Euro (e por consequência com a UE em patética e inevitável agonia) as coisas podem mudar de figura.
A "hierarquia militar" (se o Euro acabar - faço votos para tal calamidade não aconteça - falar-se-á de novo nos militares) e os "cidadãos preocupados" têm de perceber 3 coisas: 1) quem comete este assassinatos são basicamente indivíduos patologicamente intratáveis que, com as mãos manchadas de sangue, só contribuirão para uma degeneração cancerígena do "tecido social" e do Estado; 2) estes indivíduos são uma menos-valia absoluta e definitiva, tanto social e económica, como cultural, "ética" e "moral"; 3) a corrupção pode ser entendida como uma patologia não liminarmente diferente da patologia do assassino - que mata porque não conseguiu instrumentalizar a pessoa - e os meios e medidas para combater a corrupção devem ser igualmente potentes.
É impressionante o grau de persistência dos assassinatos "por ciúme" em Portugal. Nem sequer há grandes estudos sobre o assunto já que o "fenómeno" é especifico de sociedades atrasadas "do sul", como a portuguesa, onde a investigação psicanalítica (nomeadamente) ou não existe ou é incipiente e incoerente.
No entanto pode-se afirmar com segurança que a base do crime "por ciúme" não é evidentemente "o amor" mas o desejo de instrumentalizar um "outro" que, apesar de tudo, resiste à manipulação total e à sua radical redução a objecto (de posse) do perverso, ou seja, a sua eliminação como "sujeito pensante" dotado de autonomia. A questão da "posse" só por si não explicará o essencial já que aponta para a questão da instrumentalização (tentativa de instrumentalização dos outros), que é típica do sujeito perverso, que não conseguindo dominar totalmente o "outro" e submetê-lo à sua vontade, reage violentamente eliminando-o fisicamente (o que lhe dá o sentimento de posse física e existencial última do sujeito aniquilado e o enche de "gozo": sente-se o "deus" da vida e da morte do "outro" aniquilado). No "grande-psicótico" o "gozo" último passa pela escravidão total, efectiva e permanente, dos outros, ou pela sua eliminação física quando resistem, e experimenta um gozo intenso e "real" nos crimes que pratica.
É também estranho que os vários governos não tenham decidido uma abordagem "musculada" do problema, nomeadamente instituindo penas substancialmente mais agravadas, só se entendendo tal imobilidade devido a um poder legislativo e jurídico que é imensamente corrupto, incompetente e desculpabilizador dos crimes contra a integridade física e psicológica das pessoas "normais", já que os políticos profissionais e os juízes têm, ou podem ter, segurança paga pelos contribuintes. Estará esta imobilidade relacionada com os hediondos crimes de exploração e abuso sexual de menores cometidos por políticos e "poderosos" (só se conheceram alguns dos criminosos...) no caso Casa Pia? A história o demonstrará. Se não o demonstrar, se fôr uma história forjada para branquear, o nome Casa Pia ficará colado ao nome Portugal para a eternidade.
* a jovem fez 47 queixas na polícia e não foi protegida!!!
Mais dois assassinatos no mesmo dia.
Mais quatro nos dias seguintes:
Uma mulher, de 36 anos, foi ontem baleada na cabeça pelo marido, em Aguçadoura, Póvoa de Varzim, um crime que estará relacionado com a intenção de pedir o divórcio que vinha sendo manifestada pela vítima.
...
Também na passada quarta-feira, no Montijo, uma mulher, igualmente de 36 anos, foi gravemente esfaqueada pelo homem com quem vivia até há cerca de um mês.
...
Ainda na quarta-feira, em Alhos Vedros, Moita, outra mulher, de 45 anos, foi abatida a tiro pelo marido, do qual vivia separada há cerca de dois meses.
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Fatal foi também o desfecho de outra agressão à facada, na segunda-feira, em Pêro Moniz, Cadaval. Magda, de 22 anos, foi atingida com várias facadas pelo antigo companheiro.
Alguns justificam a matança de mulheres que acontece em Portugal dizendo que é por causa da "crise". Pura mentira! Os portugueses, ou parte deles, sempre foram uns asquerosos assassinos. Os números foram escondidos e as estatísticas falsificadas por corpos policiais masculinos e culturalmente portugueses, ou seja, os polícias desculpabilizavam os assassinos e tentavam branquear as estatísticas. É como com os suicídios: parte substancial deles aparece como "morte por causa desconhecida". Agora que os "media" estão a fazer luz sobre o carácter assassino de parte dos portugueses e as queixas aumentaram devido ao avanço cultural das mulheres que já não suportam serem eternamente escravizadas por autênticas bestas paranóicas sem qualquer valor, torna-se difícil à polícia esconder a realidade, além de que já existem mulheres polícias que seguramente não querem esconder esta verdade monstruosa. Deveriam ser criados uma espécie de "comandos" só constituídos por mulheres (treinadas, por exemplo, em Israel com tácticas de combate anti-terroristas) que tratassem destes asquerosos matadores de mulheres e dos assassinos portugueses em geral que são praticamente todos homens.
As leis têm de ser modificadas para permitirem uma retaliação física directa sobre os agressores por parte das forças destinadas a combater esta aberração monstruosa da sociedade portuguesa. Há que pôr um termo definitivo a isto e para isso há que criar um equivalente legal ao estado de guerra.