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Portugal no fundo

Esquecem-se que, não pagando, poupam no pagamento, mas deixam de receber o que ainda alimenta grande parte do funcionamento do país. Esquecem-se que durante 25 anos se trocou a produção nacional por subsídios aplicados quase à grega. Sim, alguns contestaram isso, mas agora parecem desacreditar que o país que temos é um país que não produz riqueza capaz de auto-alimentar-se sem a engenharia financeira externa. Demonizam os mercados, mas não apresentam alternativa. Acusam de salazarismo os que defendem o cumprimento das obrigações externas, mas aprenderam História (Económica e Política) em sedes de jotas partidárias e de forma acrítica. Não percebem que o salazarismo não manteve o país na pobreza por causa do projecto económico de equilíbrio orçamental, mas sim porque defendia um isolamento político do exterior para melhor manter o controle interno. Não percebem que a economia obedecia à política e não o inverso. Mas a ortodoxia marxista (ou reminiscências suas mal digeridas) explica tudo com base nas relações de produção e desentende que, em regimes ditatoriais fechados a economia submete-se ao poder político. Consultem a China, a esse propósito, o único regime político ditatorial com economia de mercado florescente, mas à custa do quê. educar.wordpress.com


Espécie de caseiro

Subscrevo quase tudo, mas há uma coisa de que discordo: a ideia do primado da política sobre a economia, nas ditaduras em geral e no salazarismo em particular.

Pelo contrário, Salazar manteve e consolidou o seu poder porque soube casar o seu projecto político, que aliás não se distinguia muito dos que então eram aplicados por quase toda a Europa, com os interesses económicos dos grupos dominantes.

A alta burguesia das quintas e latifúndios, da indústria e do comércio, sempre encarou Salazar como uma espécie de caseiro, algo rústico mas honesto, capaz não só de tomar conta dos seus interesses como até de arbitrar os conflitos entre as diversas famílias.

O salazarismo manteve a pobreza não apenas por causa do isolamento político, mas também, e sobretudo, porque isso era uma consequência inevitável das políticas de isolamento e proteccionismo económico.

Por último, há que colocar muitas reticências nesse equilíbrio de contas e auto-suficiência económica supostamente conseguidas pelo salazarismo. Basta ver que, quando a II Guerra Mundial limitou os abastecimentos externos, houve racionamentos alimentares. Rapou-se muita fomeca nessa altura… Claro que os negócios do volfrâmio, durante a guerra, e as remessas dos emigrantes, a partir dos anos 50, ajudaram a equilibrar as contas. A.Duarte


(Ainda) sobre a China

The payment of bribes is chronic. Some of the incidents are gradually seeping into the Chinese press as journalists push the limits of the permissible. They include stories of outright slave labour, such as the case of people kidnapped from the countryside to work in the Shanxi brick kilns. The stories provoked an official investigation that found 53,035 people illegally employed. According to Li Datong, who used to write for the China Youth Daily; ‘The investigation uncovered cases of people being kidnapped, of restriction of personal freedom, of forced labour, of child labour, and abuse and even murder of workers.’ newint.org


E sobre a Índia...

Uma criança de sete anos foi assassinada no âmbito de um rito tribal e o seu fígado oferecido aos deuses para melhorar as culturas, informaram este domingo as autoridades do estado central indiano de Chhattisgarh.

O corpo de of Lalita Tati foi encontrado em Outubro, uma semana depois da família ter reportado o seu desaparecimento.

"Uma criança de sete anos foi sacrificada por duas pessoas que supersticiosamente acreditam que esse acto lhes daria uma melhor colheita", indicou o chefe da polícia do distrito de Bijapur, Narayan Das, à AFP por telefone.

Os dois homens foram presos na quarta-feira por suspeita de terem assassinado a menina e oferecido o seu fígado aos deuses numa cerimónia tribal macabra.

A polícia revelou que os homens confessaram o crime.

Sacrifícios humanos fazem, de vez em quando, manchetes de jornais num país extremamente religioso e supersticioso como a Índia e normalmente ocorrem em zonas mais pobres. jn.pt

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