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Nesta república de feriados religiosos

Os políticos fazem o que os políticos dos outros países europeus não ousam sequer imaginar. Os portugueses, desprezados, desacreditados e anestesiados, viram o país ser devorado pelas negociatas de Estado que eles, portugueses, agora estão a pagar com sangue e lágrimas. E nada fazem.

Os governantes portugueses - tal como os Sultões corruptos e despóticos de outrora que, no entanto, acabaram praticamente todos ou decapitados na praça pública ou envenenados nos seus aposentos privados - fazem o que muito bem entendem, sem que nada aconteça.

Agora - depois das penhoras terroristas cuja lei vai ser alterada mas ainda não se sabe se com algum alívio para as penhoras entretanto executadas - é a Segurança Social a cobrar quantias inimagináveis sobre "liberais" que por vezes se limitam a facturar meia dúzia de euros ou a tal são obrigados, como é o caso daqueles que recebem como direitos de autor uns poucos euros anuais e que deles não podem ver-se livres porque a SPA declara-os ao fisco sempre em nome dos autores, ainda que estes deles queiram prescindir a favor de alguma ONG ou a favor do Estado. Isto é mais um acto terrorista que contrasta com a impunidade daqueles que levaram o país à ruína e que por aí se passeiam produzindo declarações delirantes e insultuosas para aqueles que arruinaram.

Certo certo é que não há registo de uma tirania que se mantivesse eternamente e não há registo de nenhuma tirania despótica cujos executantes não acabassem mal.

Nota: fui informado, pouco depois de "postar" este texto, que a SS já "esclareceu", isto é, aparentemente recuou na ideia surreal, brutal - e não executável porque muitas pessoas, quiçá a maioria, não poderiam pagar essa quantia - de cobrar 180 euros mensais por meia dúzia de euros que alguns não podem deixar de declarar como direitos de autor (porque os direitos de autor são inalienáveis e intransmissíveis). Mas, recuando ou não, a UE e o governo alemão devem ser informados desta tentativa do extorsão por parte do estado tuga. De resto falta saber como é a nova lei das penhoras e - muito especialmente - quais os efeitos rectroactivos que produzirá...

Nota 2: não só o governo alemão deve ser informado das grosserias tugas, mas também os vários organismos europeus e internacionais. Os portugueses têm de se habituar a dar conhecimento das atrocidades que lhes infligem à UE e suas instituições, aos governos nacionais com maior peso na UE e ao FMI, nomeadamente, se não querem ser esmagados num silêncio fúnebre sem serem minimamente noticiados.

Nota 3: claro que para os IP's e certas EP's, como a TAP e a RTP, serem mantidas na esfera pública, à custa dos dinheiros públicos, há que ter "criatividade" para ir "sacar", literalmente sacar, o dinheiro algures...

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