Do povo dos "brandos costumes"
"O barbudo levantou a cabeça decapitada, lambendo-lhe as faces como se saboreasse o suor de uma amante. Puxando a corda que lhe segurava as calças, expôs as suas imundas partes sem circuncisão. Com os seus dedos cheios de porcaria mantinha aberta a boca enegrecida da mulher, segurando-a à altura da cintura. E começou a fazer algo de inenarrável." Richard Zimler in O Último Cabalista de Lisboa
"Uma mão decepada não parece real. Mas porquê? Será porque o nosso espírito se recusa a crer possível uma tal crueldade? E porque será que os cristãos não se limitam a matar-nos e têm de nos cortar aos bocados? Será na tentativa de nos tornar inumanos, de nos forçar a corresponder à sua imaginação que faz de nós demónios?" idem
"O barbudo levantou a cabeça decapitada, lambendo-lhe as faces como se saboreasse o suor de uma amante. Puxando a corda que lhe segurava as calças, expôs as suas imundas partes sem circuncisão. Com os seus dedos cheios de porcaria mantinha aberta a boca enegrecida da mulher, segurando-a à altura da cintura. E começou a fazer algo de inenarrável." Richard Zimler in O Último Cabalista de Lisboa
"Uma mão decepada não parece real. Mas porquê? Será porque o nosso espírito se recusa a crer possível uma tal crueldade? E porque será que os cristãos não se limitam a matar-nos e têm de nos cortar aos bocados? Será na tentativa de nos tornar inumanos, de nos forçar a corresponder à sua imaginação que faz de nós demónios?" idem