Manif em Angola travada violentamente pela polícia
A repressão de manifestantes que protestavam contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, em Luanda, provocou na tarde deste sábado um número indeterminado de feridos e a detenção, segundo a Polícia Nacional, de 24 pessoas.
Não havia à noite confirmação sobre o número nem o estado dos manifestantes feridos, mas o correspondente da RTP na capital angolana admitia que os seus ferimentos fossem ligeiros. Um comunicado da polícia citado pela agência estatal Angop indica que ficaram feridos três agentes e um oficial “por elementos não identificados”.
Para além de manifestantes foram agredidos jornalistas, incluindo elementos de uma equipa de reportagem da televisão pública portuguesa, cujo equipamento foi danificado.
Segundo o correspondente da rádio Voz da América, “a refrega tomou contornos de violência pura”, que não se verificou em outras duas manifestações realizadas já este ano contra o poder do Presidente angolano, no poder desde 1979.
O número de manifestantes que aderiu ao protesto foi quantificado entre uma centena e três centenas de pessoas, consoante os órgãos de informação.
O desfile, em que se reclamava a democratização do país e a saída do poder de José Eduardo dos Santos, foi autorizado. A violência terá começado quando parte dos participantes se desviaram do itinerário previsto e procuraram dirigir-se ao palácio presidencial para exigirem a libertação de um companheiro detido antes do início do protesto, que começou na Praça da Independência.
A Polícia Nacional informou que os ferimentos se registaram quando os seus efectivos “tentavam persuadir alguns cidadãos a não abandonarem o espaço” autorizado para a manifestação. Os contestatários só foram travados quando “reforços policiais que vinham de várias direcções” os interceptaram, segundo o correspondente da Voz da América, que descreveu os reforços como “homens à civil, fisicamente bem constituídos, que se supõe pertencerem às forças especiais”.
O repórter da RTP deu conta da intervenção de “elementos não identificados”, que actuaram de modo violento. publico.pt
Nota: Angola, o último e poderoso legado do império português, moldou-se à imagem do mestre: corrupta e despótica, onde um pretenso socialismo serve de capa a um capitalismo selvagem* como nunca visto. Luanda, a cidade mais cara do mundo, onde a fome coexiste com o excesso de luxo, representa o canto do cisne da "portugalidade no mundo". Portugal, que fecha os olhos às atrocidades do aprendiz - agora mestre - revela-se igual a si próprio: hipócrita e lambedor das botas dos ricos.
* na realidade trata-se mais de uma monarquia selvagem que de capitalismo selvagem, ainda que no limite ambos coincidam.
A repressão de manifestantes que protestavam contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, em Luanda, provocou na tarde deste sábado um número indeterminado de feridos e a detenção, segundo a Polícia Nacional, de 24 pessoas.
Não havia à noite confirmação sobre o número nem o estado dos manifestantes feridos, mas o correspondente da RTP na capital angolana admitia que os seus ferimentos fossem ligeiros. Um comunicado da polícia citado pela agência estatal Angop indica que ficaram feridos três agentes e um oficial “por elementos não identificados”.
Para além de manifestantes foram agredidos jornalistas, incluindo elementos de uma equipa de reportagem da televisão pública portuguesa, cujo equipamento foi danificado.
Segundo o correspondente da rádio Voz da América, “a refrega tomou contornos de violência pura”, que não se verificou em outras duas manifestações realizadas já este ano contra o poder do Presidente angolano, no poder desde 1979.
O número de manifestantes que aderiu ao protesto foi quantificado entre uma centena e três centenas de pessoas, consoante os órgãos de informação.
O desfile, em que se reclamava a democratização do país e a saída do poder de José Eduardo dos Santos, foi autorizado. A violência terá começado quando parte dos participantes se desviaram do itinerário previsto e procuraram dirigir-se ao palácio presidencial para exigirem a libertação de um companheiro detido antes do início do protesto, que começou na Praça da Independência.
A Polícia Nacional informou que os ferimentos se registaram quando os seus efectivos “tentavam persuadir alguns cidadãos a não abandonarem o espaço” autorizado para a manifestação. Os contestatários só foram travados quando “reforços policiais que vinham de várias direcções” os interceptaram, segundo o correspondente da Voz da América, que descreveu os reforços como “homens à civil, fisicamente bem constituídos, que se supõe pertencerem às forças especiais”.
O repórter da RTP deu conta da intervenção de “elementos não identificados”, que actuaram de modo violento. publico.pt
Nota: Angola, o último e poderoso legado do império português, moldou-se à imagem do mestre: corrupta e despótica, onde um pretenso socialismo serve de capa a um capitalismo selvagem* como nunca visto. Luanda, a cidade mais cara do mundo, onde a fome coexiste com o excesso de luxo, representa o canto do cisne da "portugalidade no mundo". Portugal, que fecha os olhos às atrocidades do aprendiz - agora mestre - revela-se igual a si próprio: hipócrita e lambedor das botas dos ricos.
* na realidade trata-se mais de uma monarquia selvagem que de capitalismo selvagem, ainda que no limite ambos coincidam.