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Impostos e acordos

É estranho que nos EUA os ricos queiram pagar mais impostos e o governo federal dos EUA concorde com eles, mas em Portugal nem queiram pagar mais impostos, nem o governo os obrigue a pagar mais, sempre com a desculpa da "fuga de capitais". Iriam para onde? Para outros países europeus onde seriam mais taxados, ou para os EUA, onde iriam ser taxados de acordo com as propostas de aumentos dos impostos sobre os ricos feitas por Buffet?

Já agora: os "liberais" ingleses (da mesma família política do governo português), em conjunto com a Alemanha (idem), fizeram acordos com a Suíça com vista ao fim do segredo bancário para os suspeitos de fuga aos impostos naqueles dois países. Em Portugal, onde estas preocupações não existem (talvez por mêdo da fuga dos capitais que já sairam...), o governo pensa que a solução está na liberalização dos despedimentos, criando mais miséria e situações de desespero, e na protecção das margens escandalosas dos lucros de alguns sectores, que estão já de si bem protegidos por uma concorrência "bem organizada". Projectos de crescimento económico e inovação dinamizados pelo Estado nem vê-los (essa ausência faz parte da "teoria"): isso fica estritamente nas mãos dos privados, já que eles se auto-regulam e inovam por si mesmos. No fundo trata-se da mesma "teoria" que levou à desregulamentação das finanças internacionais, com os resultados que estão à vista, onde a única inovação foram os produtos financeiros de lucros ultra-rápidos que destruiram a economia mundial.

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Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

Continuamos nesta? (II)

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