Vai com todos
Há uns anos atrás, em Santiago de Compostela, uma amiga que estava a fazer o doutoramento naquela cidade, dizia-me da única portuguesa que conhecia: eu acho-a uma boa rapariga apesar de todos dizerem que vai com todos.
Não foi a primeira vez que "lá fora" escutei comentários do género sobre as portuguesas. Aparentemente, as virgens Maria, cá de dentro, quando se apanham lá fora, vão com todos...
Fiquei a pensar nestas tipas portuguesas que, em Portugal, quando se lhes dirige a palavra, altivamente respondem um áspero "diga?", lá fora "baixam as calcinhas" na primeira esquina, questionando-me sobre o motivo.
Será porque os portugueses as espancam? Mas serão tão estúpidas que não percebem que quem as espanca são só e somente os portugueses que elas, elas mesmas, escolheram?
Será porque têm mêdo que digam isto e aquilo, cá dentro? Pelos vistos "lá fora" também dizem...
Trata-se de algo inexplicável... Aparentemente. Um dia, numa conversa com um amigo francês que esteve casado com três (3) portuguesas, ele dizia-me que as portuguesas são paranóicas. Eu perguntei-lhe porque não se limitou a experimentar com uma e ele respondeu que só ao fim de 3 é que pôde chegar a uma generalização.
A minha teoria é mais simples: as portuguesas oferecem-se aos estrangeiros com a esperança de que eles as libertem de Portugal. Quando chegam (as que conseguem) lá fora, apercebem-se que afinal não são nada as "tais especiais" e que antes pelo contrário não passam de umas rapariguinhas "normais" e comuns, sem quaisquer dotes excepcionais. Aí entram em paranóia a pensar que o tipo as vai largar à primeira outra estrangeira que lhe apareça. Daí a transformarem a vida dos dois num inferno vai um passo.
Seguramente que esta teoria padece das incontornáveis singularidades. Mas, como é uma teoria que não deixa as portuguesas demasiado mal na fotografia, façamos de conta que é uma teoria válida, ainda que refutável. Como todas a teorias.
Nota: num outro dia, na baixa de Lisboa, vi uma rapariga a chorar ao lado de um tipo com aspecto de indiano ou paquistanês (peço desculpa por misturar dois inimigos figadais, ainda por cima sem ter a certeza de se tratar de facto de um sujeito com uma destas nacionalidades). Eu fiquei a olhar e o sujeito começou a discutir comigo, a dizer-me em inglês (ter-me-ia confundido com um turista?) para eu andar para diante e meter-me na minha vida. O tipo era pequeno mas musculado, com aspecto de passar o dia no ginásio. Eu respondi, também em inglês, que estava no meu país e que neste país é-se livre de parar e olhar para onde se quer.
A coisa pareceu ir piorar, com o tipo a praguejar, agora num qualquer idioma incompreensível, e aí eu puxei do telemóvel para ligar à polícia, aproveitando o tipo para ir ter com a rapariga (que por acaso parecia uma ex-colega da faculdade onde estudei), que entretanto tinha começado a descer a rua (do Carmo).
A conversa com o sujeito que atendeu o 112 foi tão surreal, com ele a dizer que de facto os cinco sentidos são para usar livremente e que por isso se pode olhar para onde se quer, que eu até me esqueci de dizer que poderia haver ali um caso violência sobre uma mulher.... Dá vontade de perguntar: quem manda à sujeita meter-se com uma besta daquelas? A outra pergunta inevitável seria: como pôde uma besta daquelas conseguir (se fôr o caso) residir em Portugal? A terceira pergunta é: será que aquele animal ao fim de alguns anos a viver em Portugal irá ter nacionalidade e passaporte português?
Há uns anos atrás, em Santiago de Compostela, uma amiga que estava a fazer o doutoramento naquela cidade, dizia-me da única portuguesa que conhecia: eu acho-a uma boa rapariga apesar de todos dizerem que vai com todos.
Não foi a primeira vez que "lá fora" escutei comentários do género sobre as portuguesas. Aparentemente, as virgens Maria, cá de dentro, quando se apanham lá fora, vão com todos...
Fiquei a pensar nestas tipas portuguesas que, em Portugal, quando se lhes dirige a palavra, altivamente respondem um áspero "diga?", lá fora "baixam as calcinhas" na primeira esquina, questionando-me sobre o motivo.
Será porque os portugueses as espancam? Mas serão tão estúpidas que não percebem que quem as espanca são só e somente os portugueses que elas, elas mesmas, escolheram?
Será porque têm mêdo que digam isto e aquilo, cá dentro? Pelos vistos "lá fora" também dizem...
Trata-se de algo inexplicável... Aparentemente. Um dia, numa conversa com um amigo francês que esteve casado com três (3) portuguesas, ele dizia-me que as portuguesas são paranóicas. Eu perguntei-lhe porque não se limitou a experimentar com uma e ele respondeu que só ao fim de 3 é que pôde chegar a uma generalização.
A minha teoria é mais simples: as portuguesas oferecem-se aos estrangeiros com a esperança de que eles as libertem de Portugal. Quando chegam (as que conseguem) lá fora, apercebem-se que afinal não são nada as "tais especiais" e que antes pelo contrário não passam de umas rapariguinhas "normais" e comuns, sem quaisquer dotes excepcionais. Aí entram em paranóia a pensar que o tipo as vai largar à primeira outra estrangeira que lhe apareça. Daí a transformarem a vida dos dois num inferno vai um passo.
Seguramente que esta teoria padece das incontornáveis singularidades. Mas, como é uma teoria que não deixa as portuguesas demasiado mal na fotografia, façamos de conta que é uma teoria válida, ainda que refutável. Como todas a teorias.
Nota: num outro dia, na baixa de Lisboa, vi uma rapariga a chorar ao lado de um tipo com aspecto de indiano ou paquistanês (peço desculpa por misturar dois inimigos figadais, ainda por cima sem ter a certeza de se tratar de facto de um sujeito com uma destas nacionalidades). Eu fiquei a olhar e o sujeito começou a discutir comigo, a dizer-me em inglês (ter-me-ia confundido com um turista?) para eu andar para diante e meter-me na minha vida. O tipo era pequeno mas musculado, com aspecto de passar o dia no ginásio. Eu respondi, também em inglês, que estava no meu país e que neste país é-se livre de parar e olhar para onde se quer.
A coisa pareceu ir piorar, com o tipo a praguejar, agora num qualquer idioma incompreensível, e aí eu puxei do telemóvel para ligar à polícia, aproveitando o tipo para ir ter com a rapariga (que por acaso parecia uma ex-colega da faculdade onde estudei), que entretanto tinha começado a descer a rua (do Carmo).
A conversa com o sujeito que atendeu o 112 foi tão surreal, com ele a dizer que de facto os cinco sentidos são para usar livremente e que por isso se pode olhar para onde se quer, que eu até me esqueci de dizer que poderia haver ali um caso violência sobre uma mulher.... Dá vontade de perguntar: quem manda à sujeita meter-se com uma besta daquelas? A outra pergunta inevitável seria: como pôde uma besta daquelas conseguir (se fôr o caso) residir em Portugal? A terceira pergunta é: será que aquele animal ao fim de alguns anos a viver em Portugal irá ter nacionalidade e passaporte português?