São mais os chefes do que os índios
Em nome da crise, pagamos mais impostos. Em nome da crise, vamos pagar portagens. Em nome da crise, acabaram apoios aos desempregados. Em nome da crise, todos os sacrifícios vão para o povo… e nenhum para as classes dirigentes. O que nem Governo nem Oposição propõem é a medida mais óbvia e urgente: a redução drástica do número de políticos, pelo menos para metade.
A classe política tem uma dimensão manifestamente exagerada. Para um país com dez milhões de pessoas, um presidente, um primeiro-ministro e respectivas cortes, um governo e um parlamento nacionais, dois governos e dois parlamentos regionais, mais de 300 câmaras e assembleias, mais de quatro mil presidentes de junta de freguesia… é de mais. A este rol, temos ainda de somar directores-gerais, funcionários superiores, assessores, administradores e outros doutores.
Reduzir o número de dirigentes políticos é pois um imperativo nacional.
Comece-se por diminuir o aparelho político. Corte-se no tamanho imperial de ministérios cuja acção tem resultados nulos, como na Agricultura, ou até perversos, como na Educação. Repense-se a função das freguesias, autarquias sem sentido, cujas competências próprias são pouco mais do que a gestão de cemitérios e cuja principal actividade é mendigar apoios às câmaras. Há ainda que fundir municípios. Para poupar recursos. Mas sobretudo para evitar que coexistam concelhos com quatro mil habitantes e outros com 200 mil, cujas câmaras dispõem do mesmíssimo modelo de gestão, ineficaz na maioria dos casos.
Eliminem-se institutos públicos dispendiosos e inúteis, como o Instituto de Emprego ou o Inatel, organizações fantasmas como a Comissão Nacional de Eleições e mais umas dezenas de inutilidades.
Privatize-se o sector empresarial do Estado, fonte de todos os prejuízos, de toda a corrupção e compadrio, ninho de escândalos como o "Face Oculta".
Em suma, precisamos de menos e melhores políticos. Afinal, um dos nossos maiores problemas consiste no facto de que, neste regime caduco, são mais os chefes do que os índios. Paulo Morais no JN
Dias de Felizardo
«O SMMP acompanha com muita preocupação a situação e a confirmarem-se os factos, eles são de extrema gravidade para a imagem e a credibilidade do Ministério Público e da investigação criminal desenvolvida pelo Departamento Central de Investigação e Acção penal (DCIAP)», disse à agência Lusa o presidente do sindicato.
E os factos a que se refere João Palma são a alegada relação amorosa entre a procuradora adjunta Carla Dias, que investigou o caso das contrapartidas dos submarinos, e o ex-perito do caso José Rui Felizardo, presidente da Inteli ¿ Centro de Inteligência em Inovação, contratado para as perícias pelo Ministério Público.
Em nome da crise, pagamos mais impostos. Em nome da crise, vamos pagar portagens. Em nome da crise, acabaram apoios aos desempregados. Em nome da crise, todos os sacrifícios vão para o povo… e nenhum para as classes dirigentes. O que nem Governo nem Oposição propõem é a medida mais óbvia e urgente: a redução drástica do número de políticos, pelo menos para metade.
A classe política tem uma dimensão manifestamente exagerada. Para um país com dez milhões de pessoas, um presidente, um primeiro-ministro e respectivas cortes, um governo e um parlamento nacionais, dois governos e dois parlamentos regionais, mais de 300 câmaras e assembleias, mais de quatro mil presidentes de junta de freguesia… é de mais. A este rol, temos ainda de somar directores-gerais, funcionários superiores, assessores, administradores e outros doutores.
Reduzir o número de dirigentes políticos é pois um imperativo nacional.
Comece-se por diminuir o aparelho político. Corte-se no tamanho imperial de ministérios cuja acção tem resultados nulos, como na Agricultura, ou até perversos, como na Educação. Repense-se a função das freguesias, autarquias sem sentido, cujas competências próprias são pouco mais do que a gestão de cemitérios e cuja principal actividade é mendigar apoios às câmaras. Há ainda que fundir municípios. Para poupar recursos. Mas sobretudo para evitar que coexistam concelhos com quatro mil habitantes e outros com 200 mil, cujas câmaras dispõem do mesmíssimo modelo de gestão, ineficaz na maioria dos casos.
Eliminem-se institutos públicos dispendiosos e inúteis, como o Instituto de Emprego ou o Inatel, organizações fantasmas como a Comissão Nacional de Eleições e mais umas dezenas de inutilidades.
Privatize-se o sector empresarial do Estado, fonte de todos os prejuízos, de toda a corrupção e compadrio, ninho de escândalos como o "Face Oculta".
Em suma, precisamos de menos e melhores políticos. Afinal, um dos nossos maiores problemas consiste no facto de que, neste regime caduco, são mais os chefes do que os índios. Paulo Morais no JN
Dias de Felizardo
«O SMMP acompanha com muita preocupação a situação e a confirmarem-se os factos, eles são de extrema gravidade para a imagem e a credibilidade do Ministério Público e da investigação criminal desenvolvida pelo Departamento Central de Investigação e Acção penal (DCIAP)», disse à agência Lusa o presidente do sindicato.
E os factos a que se refere João Palma são a alegada relação amorosa entre a procuradora adjunta Carla Dias, que investigou o caso das contrapartidas dos submarinos, e o ex-perito do caso José Rui Felizardo, presidente da Inteli ¿ Centro de Inteligência em Inovação, contratado para as perícias pelo Ministério Público.