Paulo Nozolino vai devolver prémio
Fotógrafo Paulo Nozolino ganhou os dez mil euros do Prémio da AICA/Ministério da Cultura, mas agora está arrependido de ter participado numa charada e rejeita constar do historial de galardoados.
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No comunicado o artista relata: "Na cerimónia de atribuição do prémio, foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier", diretor geral das Artes.
"No dia seguinte, depois do espetáculo, das luzes e do social, recebo um email exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efetuada, certidões atualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo diretor geral das Artes como decorrendo de um pedido efetuado por aquela entidade à Direção Geral dos Impostos para emitir um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS", descreve ainda.
Para Paulo Nozolino, o pedido de apresentação das certidões "é como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má-fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à Direção Geral das Artes. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento". Lusa - 2 de Julho de 2010 (expresso.pt)
Fotógrafo Paulo Nozolino ganhou os dez mil euros do Prémio da AICA/Ministério da Cultura, mas agora está arrependido de ter participado numa charada e rejeita constar do historial de galardoados.
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No comunicado o artista relata: "Na cerimónia de atribuição do prémio, foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier", diretor geral das Artes.
"No dia seguinte, depois do espetáculo, das luzes e do social, recebo um email exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efetuada, certidões atualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo diretor geral das Artes como decorrendo de um pedido efetuado por aquela entidade à Direção Geral dos Impostos para emitir um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS", descreve ainda.
Para Paulo Nozolino, o pedido de apresentação das certidões "é como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má-fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à Direção Geral das Artes. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento". Lusa - 2 de Julho de 2010 (expresso.pt)