Gravações
A história destas gravações pode ler-se aqui. Começaram em 1971 e prolongaram-se até 1973. Se não tivessem existido, Nixon, provavelmente poderia ter continuado a mentir ao povo americano, sem consequências legais ou políticas de relevo.
No entanto, foi o próprio Nixon que se descaiu, por ocasião do escândalo Watergate, ao citar de modo extenso e ipsis verbis, algumas conversas mantidas com outros intervenientes o que levou a desconfiar das gravações e o Senado a inquirir, em modo sério e sob pena de perjúrio, alguns outros que acabaram por confirmar a existência de gravações. Daí até à obrigação de Nixon entregar essas gravações, seguiu-se uma guerra jurídica que durou alguns meses, até que foi obrigado a entregá-las e nessa mesma altura resignou, em 8 de Agosto de 1974.
Essas gravações, efectuadas à revelia dos interlocutores do presidente, foram consideradas válidas e provas relevantíssimas pelos mais eminentes juristas da época. Ninguém se atreveu a classificá-las de privadas e relatando assuntos privados e muito menos houve um tribunal que as considerou nulas e de nenhum efeito, de acordo com uma interpretação ajustada da lei, segundo uma opinião jurídica pelo menos controversa e sem atender à doutrina dominante e mais sensata. Nos EUA isso, teria sido um escândalo e o presidente do STJ teria que resignar, por suspeita de favorecimento do presidente.
A história destas gravações pode ler-se aqui. Começaram em 1971 e prolongaram-se até 1973. Se não tivessem existido, Nixon, provavelmente poderia ter continuado a mentir ao povo americano, sem consequências legais ou políticas de relevo.
No entanto, foi o próprio Nixon que se descaiu, por ocasião do escândalo Watergate, ao citar de modo extenso e ipsis verbis, algumas conversas mantidas com outros intervenientes o que levou a desconfiar das gravações e o Senado a inquirir, em modo sério e sob pena de perjúrio, alguns outros que acabaram por confirmar a existência de gravações. Daí até à obrigação de Nixon entregar essas gravações, seguiu-se uma guerra jurídica que durou alguns meses, até que foi obrigado a entregá-las e nessa mesma altura resignou, em 8 de Agosto de 1974.
Essas gravações, efectuadas à revelia dos interlocutores do presidente, foram consideradas válidas e provas relevantíssimas pelos mais eminentes juristas da época. Ninguém se atreveu a classificá-las de privadas e relatando assuntos privados e muito menos houve um tribunal que as considerou nulas e de nenhum efeito, de acordo com uma interpretação ajustada da lei, segundo uma opinião jurídica pelo menos controversa e sem atender à doutrina dominante e mais sensata. Nos EUA isso, teria sido um escândalo e o presidente do STJ teria que resignar, por suspeita de favorecimento do presidente.