1) Moratória (quase) unilateral sobre a dívida. Sem qualquer medida do tipo haircut e justamente, para a evitar. Todas as tranches de dívida que se vençam nos próximos 5 anos e respectivos juros serão pagas através de Títulos Especiais de Dívida Série 1, a longo prazo e a um juro razoável, não usurário. Digamos, a 3%. Estes títulos venceriam em 20 anos e pagariam (a cumprir escrupulosamente) um juro anual. Seriam transaccionáveis (nos mercados) e deveriam ser promovidos regularmente e logo que possível, programas de recompra dos mesmos pelo Estado Português. Com esta medida reduzem-se os juros (para quase metade) e alarga-se substancialmente os respectivos prazos de pagamento. A folga criada para o orçamento anual é substancial, mas deve servir apenas para sustentar o programa de ajustamento do Estado em direcção ao défice nulo (que é absolutamente necessário). Neste processo, poderia ser associado um programa de recompra imediata, aí com um haircut, se o credor estiver de acordo.
2) Captação de poupanças internas. Sem qualquer medida do tipo cipriota e, justamente, para a evitar. Aqui, a sugestão passa por uma apropriação pelo Estado, a título obrigatório e forçado, de uma parte das poupanças residentes nos bancos portugueses. Esses valores seriam substituídos por Títulos Especiais de Dívida Série 2, a cinco anos e com um juro de 3%. Serviriam para o financiamento do Estado nestes cinco anos de ajuste obrigatório. E os recursos obtidos poderiam ser utilizados para o programa de recompra imediata referida no ponto 1. Aí, trocaríamos, com ganhos (o haircut aplicado), uma dívida externa por uma dívida interna.
3) Redistribuição do trabalho existente, empregando três quartos dos desempregados actuais e travando a fuga da juventude para o exterior. A medida é simples: abertura a todos os empregadores (incluindo o Estado) para, unilateralmente, poderem reduzir o tempo de trabalho até 20% com o correspondente corte remuneratório. A possibilidade deste corte seria menor, até zero, nas remunerações próximas ou iguais ao salário mínimo.
* Não subscrevo a parte de equiparar a "indústria turística" ás exportações. O turismo é um negócio "fácil", que é alimentado pelas peças que as revistas e os media estrangeiros vão apresentando sobre Portugal, publicidade fabulosa sem custos para os beneficiários directos da "indústria". A indústria exportadora tem de viver do permanente aperfeiçoamento, o que implica grande investimento em investigação e acompanhamento dos produtos similares oferecidos por outros. Quem vem para Portugal vem porque quer visitar especificamente Portugal, eventualmente porque leu ou viu algo nos referidos media. Desde que não exagerem nos preços e ofereçam bons serviços está o "campeonato" ganho. Nada que ver uma coisa com a outra.
2) Captação de poupanças internas. Sem qualquer medida do tipo cipriota e, justamente, para a evitar. Aqui, a sugestão passa por uma apropriação pelo Estado, a título obrigatório e forçado, de uma parte das poupanças residentes nos bancos portugueses. Esses valores seriam substituídos por Títulos Especiais de Dívida Série 2, a cinco anos e com um juro de 3%. Serviriam para o financiamento do Estado nestes cinco anos de ajuste obrigatório. E os recursos obtidos poderiam ser utilizados para o programa de recompra imediata referida no ponto 1. Aí, trocaríamos, com ganhos (o haircut aplicado), uma dívida externa por uma dívida interna.
3) Redistribuição do trabalho existente, empregando três quartos dos desempregados actuais e travando a fuga da juventude para o exterior. A medida é simples: abertura a todos os empregadores (incluindo o Estado) para, unilateralmente, poderem reduzir o tempo de trabalho até 20% com o correspondente corte remuneratório. A possibilidade deste corte seria menor, até zero, nas remunerações próximas ou iguais ao salário mínimo.
* Não subscrevo a parte de equiparar a "indústria turística" ás exportações. O turismo é um negócio "fácil", que é alimentado pelas peças que as revistas e os media estrangeiros vão apresentando sobre Portugal, publicidade fabulosa sem custos para os beneficiários directos da "indústria". A indústria exportadora tem de viver do permanente aperfeiçoamento, o que implica grande investimento em investigação e acompanhamento dos produtos similares oferecidos por outros. Quem vem para Portugal vem porque quer visitar especificamente Portugal, eventualmente porque leu ou viu algo nos referidos media. Desde que não exagerem nos preços e ofereçam bons serviços está o "campeonato" ganho. Nada que ver uma coisa com a outra.