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Falsos corruptores passivos *

E que tudo seria mais fácil se o forçado corruptor activo (empreendedor extorquido) pudesse denunciar a situação em troca de imunidade. Mas que isso os decisores (falsos corruptores passivos) não decidem, leia-se, legislam. Porque isso lhes retiraria a capacidade angariadora.

* toda a gente sabe que é assim. É a chamada "mexicanização". Se não paga "vai dentro". Mas não é preciso ir-se tão longe. Numa viagem pela Roménia e Bulgária conheci um dos "tecnocratas" da UE que decidem (decidiam porque já foi há muitos anos) a atribuição das verbas comunitárias para os projectos naqueles países. Ele (que tinha estado em Portugal e conhecia "bué" do lugar, mas em frente que não é disso que tratamos agora) disse-me que a regra naqueles países era 10%. Se não se pagasse 10% (por baixo da mesa) do total do investimento não haveria licenças, não haveria nada. Pensando bem em Portugal é muito pior. Ali sabia-se que eram 10% e que aqueles 10% eram ilegais e eram "por baixo da mesa". Em Portugal fazem-se contratos absolutamente criminosos de valores muito superiores e tudo é legal porque foi tudo bem preparado no Parlamento.

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Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

Continuamos nesta? (II)

Os ajustes diretos deixaram de ser exceção para se tornarem regra. A acusação é de Reis Campos, presidente da AICCOPN, que garante: "Em 2011, 90,6% dos contratos celebrados foram por ajuste direto".  O recurso excessivo a esta forma de adjudicação "não garante a transparência" no setor, nem salvaguarda "o interesse público", alerta o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN). jn.pt

Até parece que se aproxima o Armagedão

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