Penso que não estão nada desnorteados, antes pelo contrário, pois têm uma agenda de "pêpêpizar" o ensino público, muito clara e evidente, que passa exactamente por despedimentos em massa para tornar a "coisa" apetitosa. Por isso não se toca nas mais de13.000 "entidades", pois as "entidades" servem para albergar confortavelmente os "boys" e as "girls", à conta do Estado, enquanto o ensino obrigatório é um alvo na mira dos grandes grupos privados.
Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...