É uma frase elucidativa de uma portuguesa imigrante em França. Quando existe um povo educado, os políticos têm de manter um nível de performance que não traia as promessas feitas em campanha. Por isso, quando 20% dos eleitores votam na "extrema-direita", os políticos em vez de os menorizarem e insultarem compreendem-os e vão ao encontro deles. Aliás, graças à coragem destes eleitores para sairem fora da "zona de conforto" do "centrão", ouvimos Hollande dizer e repetir que vai combater a corrupção. Parece ser a primeira vez que o problema da corrupção entra pela porta principal de uma campanha presidencial em França. Hollande sabe que parte significativa dos eleitores da "extrema direita" não desejam na realidade ver a extrema-direita no poder. No entanto o seu voto a não ser devidamente entendido pode de facto, um dia, conduzir a extrema-direita ao poder.
É de algum modo normal que Hollande tivesse feito um discurso para os franceses. Afinal foi eleito por eles. Tal não significa que Hollande não se preocupe com a Europa pois todos sabemos que se preocupa e que até tem propostas muito concretas.
O que Hollande tem de ter em conta é que os "eurobonds" sem um governo federal, pelo menos ao nível financeiro, estarão condenados a serem derrotados pelo "mercado". Hollande deve escutar Merkel, porque no fundo o que Merkel deseja não é radicalmente diferente do que ele deseja para a Europa. Os "eurobonds" não podem ser criados sem existir um governo económico da Eurozona e para isso os países terão de perder ainda mais "soberania". O ideal é haver uma eleição directa para um ministro das finanças de toda a Eurozona, que o invista de legitimidade para impôr a política financeira que propôs e que os eleitores votaram aos vários governos nacionais.
O combate à corrupção tem de ser efectivo e eficaz. Os franceses não lhe perdoarão se tal não acontecer. E esse combate tem de ser feroz e transversal a toda a Eurozona, porque a corrupção num país destrói e mina todo o sistema económico europeu e afunda o Euro assim como os virtuais "eurobonds". A "soberania nacional" é uma ficção que se já tem pouco sentido na Europa da UE não possui qualquer sentido na Europa da Eurozona. Aliás não é por acaso que a bandeira da "soberania nacional" só retorna em épocas de crise, sendo liminarmente esquecida nas épocas das "vacas gordas", quando os países mais pobres e atrasados aceitam sem escrúpulos os biliões pagos maioritariamente pelo "bicho papão" (a Alemanha).
Por isso Hollande não pode falhar o combate à corrupção em toda a Eurozona. Tal é vital não só para a França, que não é "um país qualquer" (Hollande repetiu este chavão, que nada de essencial diz já que cada país é cada país, demasiadas vezes), mas para o futuro do Euro e da Eurozona.
É de algum modo normal que Hollande tivesse feito um discurso para os franceses. Afinal foi eleito por eles. Tal não significa que Hollande não se preocupe com a Europa pois todos sabemos que se preocupa e que até tem propostas muito concretas.
O que Hollande tem de ter em conta é que os "eurobonds" sem um governo federal, pelo menos ao nível financeiro, estarão condenados a serem derrotados pelo "mercado". Hollande deve escutar Merkel, porque no fundo o que Merkel deseja não é radicalmente diferente do que ele deseja para a Europa. Os "eurobonds" não podem ser criados sem existir um governo económico da Eurozona e para isso os países terão de perder ainda mais "soberania". O ideal é haver uma eleição directa para um ministro das finanças de toda a Eurozona, que o invista de legitimidade para impôr a política financeira que propôs e que os eleitores votaram aos vários governos nacionais.
O combate à corrupção tem de ser efectivo e eficaz. Os franceses não lhe perdoarão se tal não acontecer. E esse combate tem de ser feroz e transversal a toda a Eurozona, porque a corrupção num país destrói e mina todo o sistema económico europeu e afunda o Euro assim como os virtuais "eurobonds". A "soberania nacional" é uma ficção que se já tem pouco sentido na Europa da UE não possui qualquer sentido na Europa da Eurozona. Aliás não é por acaso que a bandeira da "soberania nacional" só retorna em épocas de crise, sendo liminarmente esquecida nas épocas das "vacas gordas", quando os países mais pobres e atrasados aceitam sem escrúpulos os biliões pagos maioritariamente pelo "bicho papão" (a Alemanha).
Por isso Hollande não pode falhar o combate à corrupção em toda a Eurozona. Tal é vital não só para a França, que não é "um país qualquer" (Hollande repetiu este chavão, que nada de essencial diz já que cada país é cada país, demasiadas vezes), mas para o futuro do Euro e da Eurozona.