Criou-se o euro sem pensar que poderiam existir divergências fortes entre países. Na ausência de flutuações cambiais para corrigir esses desequilíbrios, tinha de se criar outros mecanismos de compensação. Se não conseguirmos criar rapidamente, num prazo de um ou dois anos, esses mecanismos, o risco de uma explosão do euro é real.
Um primeiro mecanismo de compensação viável seria a emissão de divida em comum. Não é sustentável a Alemanha financiar-se a 1,6% enquanto a França paga 3% e a Espanha 5% ou 6%. Um segundo mecanismo de compensação poderia passar por um reforço significativo do orçamento europeu, permitindo o financiamento de grandes projectos com impacto sobre o crescimento ao nível da Europa e não dos Estados: programas de investigação, infra-estruturas...
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Os Estados Unidos estão a caminhar para níveis de endividamento muito superiores aos de Portugal, Itália ou Irlanda, mas conseguem pagar taxas abaixo de 2% por uma razão muito simples: o futuro do dólar não está em causa, contrariamente ao do euro.
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Mas uma saída do euro significaria um segundo choque, muitíssimo mais forte para Portugal e os portugueses: com uma moeda desvalorizada perto de 50%, voltaríamos 20 ou 30 anos para trás em termos de poder de compra, de níveis de inflação, e de percepção de Portugal ao nível internacional.
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Se o problema do potencial de crescimento de um país ficasse resolvido por uma desvalorização da moeda, muitos países da África subsaariana seriam hoje os campeões do crescimento! O nosso potencial de crescimento depende da nossa capacidade de criar as condições para gerarmos riqueza.
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Desvalorizar a moeda sem resolver os problemas estruturais da falta de competitividade do país é como pôr um penso rápido para estancar uma hemorragia.
Um primeiro mecanismo de compensação viável seria a emissão de divida em comum. Não é sustentável a Alemanha financiar-se a 1,6% enquanto a França paga 3% e a Espanha 5% ou 6%. Um segundo mecanismo de compensação poderia passar por um reforço significativo do orçamento europeu, permitindo o financiamento de grandes projectos com impacto sobre o crescimento ao nível da Europa e não dos Estados: programas de investigação, infra-estruturas...
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Os Estados Unidos estão a caminhar para níveis de endividamento muito superiores aos de Portugal, Itália ou Irlanda, mas conseguem pagar taxas abaixo de 2% por uma razão muito simples: o futuro do dólar não está em causa, contrariamente ao do euro.
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Mas uma saída do euro significaria um segundo choque, muitíssimo mais forte para Portugal e os portugueses: com uma moeda desvalorizada perto de 50%, voltaríamos 20 ou 30 anos para trás em termos de poder de compra, de níveis de inflação, e de percepção de Portugal ao nível internacional.
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Desvalorizar a moeda sem resolver os problemas estruturais da falta de competitividade do país é como pôr um penso rápido para estancar uma hemorragia.