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Ensaio sobre a quadrilha

A soldo da Banca, Sócrates (e anteriores) andou a semear dívidas astronómicas em obras inúteis: Centro Cultural de Belém, Casa da Música no Porto, Estádios do Euro 2004, Expo98, Aeroporto de Beja, Metro Sul do Tejo, Pontes, Submarinos, 700 quilómetros de Auto-Estradas excedentárias, TGVs projectados, mais de 140 Parcerias Público-Privadas (PPP), Projectos do novo Aeroporto de Lisboa (Ota e Alcochete), Empresas Públicas, Consultorias, etc., etc., etc. A mando da Banca, Passos Coelho e Vítor Gaspar andam agora a recolher os descomunais juros agiotas das ditas obras para atafulhar, ainda mais, a mula aos Bancos. Espera-os, no fim do mandato, e caso os portugueses mantenham o espírito de carneirada mansa que têm mantido até agora, uma conta rechonchuda num qualquer paraíso fiscal e um lugar, principescamente pago, na administração de uma qualquer instituição bancária.

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Da Crise e dos Cortes

A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt