O colapso do reino
grelhada Diz:
Julho 10, 2008 at 11:30 am
Infelizmente, ainda há muita gente que acredita nos chavões produzidos pela máquina propagandista do M.E. É por esses que essa equipa continua à tona, em entrevistas, depoimentos e reportagens vários. Deve ser a ministra mais mediatizada dos últimos anos (agora com os da Agricultura e da Economia a querer sair-lhe no encalço…). Não continuam no poleiro pelo bem dos nossos estudantes nem a pedido dos pais, como querem deixar transparecer.
Só dessa maneira se explica, após manifestações de 100 mil, após tantos artigos de pessoas mais ou menos ligadas à educação, após tantas vozes tentando elucidar o país para a farsa que realmente está em palco, só dessa maneira,dizia, se explica que possam ainda surgir jornalistas(?) — daqueles que só devem ver a vida do bar onde convivem apenas com os pseudo-políticos que foram seus coleguitas de colégio ou com outros “jornalistas” que observam o país apenas quando transmitido pela CNN , muito ao longe…– a fazer perguntas como as do Expresso, ou como aquele ontem que perguntava , na SIC, a Medina Carreira, se ao menos o ME não tinha conseguido o que até então não existia(!!), ou seja fazer com que houvesse “avaliação” (leia-se “dos professores”). Bem lhe respondeu M.C., algo como (não posso garantir as palavras exactas):
–Avaliação? Mas isso é também parte do circo. Começar pelo fim das coisas?! De que serve dizer-se que se avaliou os professores, se não há nada que antes obrigue os alunos a estudar e a respeitar os professores e a escola, primeiro ?!
Mais adiante diz, a respeito do país em geral:
—É sempre a mesma coisa. Paga-se a uns senhores supostos especialistas para se fecharem nos gabinetes a fabricar leis, em vez de se ir ao terreno, falar com as pessoas que lidam com as situações, perguntar o que deve ser feito, o que precisa de ser mudado, fazendo estudos a sério, cuidadosos. Isso é que é reformar. Não o que se diz para aí, “reformas”, “reformas”, à toa, sem se estudar as consequências…sem falar com quem conhece os problemas…
Alvaro Diz:
Julho 10, 2008 at 11:36 am
Aqui está, em meu muy modesto entender, o âmago, a essência, da questão:
“E não tenho dúvidas de que o entendimento/acordo entre os sindicatos e o ministério constituíu uma peça chave na recuperação política deste ministério e na credibilização do sistema, honra seja feita à FENPROF.”
Como é possível que só agora, em periodo pré-eleitoral, se pense em substituir a cinquentona ministra da mini-saia, e que isso se deva a tudo menos à acção dos professores (e “seus” sindicatos)?!
Alvaro Diz:
Julho 10, 2008 at 11:39 am
e que seja necessário vir um economista dizer isto, ou mais ou menos isto, que é de uma evidência cristalina (porque para os sindicatos, como para a cinquentona ministra, a (in)disciplina não é nem um problema nem uma necessidade):
“–Avaliação? Mas isso é também parte do circo. Começar pelo fim das coisas?! De que serve dizer-se que se avaliou os professores, se não há nada que antes obrigue os alunos a estudar e a respeitar os professores e a escola, primeiro ?!”
Alvaro Diz:
Julho 10, 2008 at 11:44 am
e que agora venha o Barreto dizer (1ra página do Diário Económico de hoje) que “Há riscos de implosão e de desgoverno no Estado”?
Esperariam outra coisa do português sistema de (des) ensino? Do aberrante e mediocre eduquês? Dos aberrrantes profs e alunos das Escolas Superiores de Educação e de todos os departamentos que nas universidades discretamente se escondem - como se de ensino superior universitário AQUILO se tratasse (trata-se pois: para carreira e vencimento dos profs que lá dizem ensinar) - e que formam educadoras infantis e profs para os 1ros e 2º ciclos do ensino básico?
PER Diz:
Julho 10, 2008 at 1:10 pm
Portugal, país de especialistas.
NOVAS QUALIFICAÇÕES (CENTROS NOVAS DE OPORTUNIDADES)
- Especialista de Fluxos de Distribuição ( paquete)
- Supervisora Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde ( mulher da limpeza )
- Coordenador de Fluxos de Entradas e Saídas ( porteiro )
- Coordenador de Movimentações e Vigilância Nocturna ( segurança)
- Distribuidor de Recursos Humanos ( motorista de autocarro )
- Especialista em Logística de Combustíveis ( empregado da bomba de gasolina )
- Assessor de Engenharia Civil ( trolha )
- Consultor Especialista em Logística Alimentar ( empregado de mesa )
- Técnico de Limpeza e Saneamento de Vias Públicas ( varredor )
- Técnica Conselheira de Assuntos Gerais ( cartomante/taróloga )
- Técnica Especialista em Terapia Masculina ( prostituta )
- Técnica Especialista em Terapia Masculina Sénior ( prostituta de luxo )
- Especialista em Logística de Produtos Químico-Farmacêuticos ( traficante de droga )
- Técnico de Marketing Direccionado ( vigarista )
- Coordenador de Fluxos de Artigos ( receptor de artigos roubados )
- Técnico Superior de Distribuição de Artigos Pessoais ( carteirista ).
- Técnico de Redistribuição de Rendimentos ( ladrão ).
- Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados ( político ) In comentários de educar.wordpress.com, Julho 10
tt Diz:
9 Julho, 2008 às 4:23 pm
Enquanto Valter Lemos estiver no ME, as ESE vão continuar de vento em pôpa na formação de professores. Afinal, ele próprio é um subproduto ESE!
Os cursos universitários de Ciências da Educação também vão continuar, silenciosamente, a produzir verborreia em eduquês, com as Psicologias ramo educacional a ajudar.
Trata-se da sobrevivência do monstro; fazem falta estas fábricas de ração…
JCM Diz:
9 Julho, 2008 às 5:19 pm
Estou convencido que, se pudessem, as ESE’s até com a formação de professores do secundário ficavam. Os monstrinhos são vorazes...
Sobre o nível da coisa é provável que seja muito diferenciado. Deve haver de tudo. Mas já tenho lido trabalhos de profs dessas instituições, fundamentalmente do interior, e não sei se hei-de rir ou chorar. O que temo, porém, é que as universidades se aproximem cada vez mais do nível das ESE’s.
dutilleul Diz:
9 Julho, 2008 às 6:55 pm
É evidente que qualquer pessoa entende que o país não precisa mais do que uma ou duas (ESE's) (significativamente diferentes das que existem).
Só que aquilo, como já alguém por aqui disse, está tudo inquinado pela clientela do PS que por lá se alapou e germinaram ESES por tudo quanto é junta de freguesia.
Em Portugal há mais ESES que postos médicos. In comentários de blasfemias.net, 9 Julho
grelhada Diz:
Julho 10, 2008 at 11:30 am
Infelizmente, ainda há muita gente que acredita nos chavões produzidos pela máquina propagandista do M.E. É por esses que essa equipa continua à tona, em entrevistas, depoimentos e reportagens vários. Deve ser a ministra mais mediatizada dos últimos anos (agora com os da Agricultura e da Economia a querer sair-lhe no encalço…). Não continuam no poleiro pelo bem dos nossos estudantes nem a pedido dos pais, como querem deixar transparecer.
Só dessa maneira se explica, após manifestações de 100 mil, após tantos artigos de pessoas mais ou menos ligadas à educação, após tantas vozes tentando elucidar o país para a farsa que realmente está em palco, só dessa maneira,dizia, se explica que possam ainda surgir jornalistas(?) — daqueles que só devem ver a vida do bar onde convivem apenas com os pseudo-políticos que foram seus coleguitas de colégio ou com outros “jornalistas” que observam o país apenas quando transmitido pela CNN , muito ao longe…– a fazer perguntas como as do Expresso, ou como aquele ontem que perguntava , na SIC, a Medina Carreira, se ao menos o ME não tinha conseguido o que até então não existia(!!), ou seja fazer com que houvesse “avaliação” (leia-se “dos professores”). Bem lhe respondeu M.C., algo como (não posso garantir as palavras exactas):
–Avaliação? Mas isso é também parte do circo. Começar pelo fim das coisas?! De que serve dizer-se que se avaliou os professores, se não há nada que antes obrigue os alunos a estudar e a respeitar os professores e a escola, primeiro ?!
Mais adiante diz, a respeito do país em geral:
—É sempre a mesma coisa. Paga-se a uns senhores supostos especialistas para se fecharem nos gabinetes a fabricar leis, em vez de se ir ao terreno, falar com as pessoas que lidam com as situações, perguntar o que deve ser feito, o que precisa de ser mudado, fazendo estudos a sério, cuidadosos. Isso é que é reformar. Não o que se diz para aí, “reformas”, “reformas”, à toa, sem se estudar as consequências…sem falar com quem conhece os problemas…
Alvaro Diz:
Julho 10, 2008 at 11:36 am
Aqui está, em meu muy modesto entender, o âmago, a essência, da questão:
“E não tenho dúvidas de que o entendimento/acordo entre os sindicatos e o ministério constituíu uma peça chave na recuperação política deste ministério e na credibilização do sistema, honra seja feita à FENPROF.”
Como é possível que só agora, em periodo pré-eleitoral, se pense em substituir a cinquentona ministra da mini-saia, e que isso se deva a tudo menos à acção dos professores (e “seus” sindicatos)?!
Alvaro Diz:
Julho 10, 2008 at 11:39 am
e que seja necessário vir um economista dizer isto, ou mais ou menos isto, que é de uma evidência cristalina (porque para os sindicatos, como para a cinquentona ministra, a (in)disciplina não é nem um problema nem uma necessidade):
“–Avaliação? Mas isso é também parte do circo. Começar pelo fim das coisas?! De que serve dizer-se que se avaliou os professores, se não há nada que antes obrigue os alunos a estudar e a respeitar os professores e a escola, primeiro ?!”
Alvaro Diz:
Julho 10, 2008 at 11:44 am
e que agora venha o Barreto dizer (1ra página do Diário Económico de hoje) que “Há riscos de implosão e de desgoverno no Estado”?
Esperariam outra coisa do português sistema de (des) ensino? Do aberrante e mediocre eduquês? Dos aberrrantes profs e alunos das Escolas Superiores de Educação e de todos os departamentos que nas universidades discretamente se escondem - como se de ensino superior universitário AQUILO se tratasse (trata-se pois: para carreira e vencimento dos profs que lá dizem ensinar) - e que formam educadoras infantis e profs para os 1ros e 2º ciclos do ensino básico?
PER Diz:
Julho 10, 2008 at 1:10 pm
Portugal, país de especialistas.
NOVAS QUALIFICAÇÕES (CENTROS NOVAS DE OPORTUNIDADES)
- Especialista de Fluxos de Distribuição ( paquete)
- Supervisora Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde ( mulher da limpeza )
- Coordenador de Fluxos de Entradas e Saídas ( porteiro )
- Coordenador de Movimentações e Vigilância Nocturna ( segurança)
- Distribuidor de Recursos Humanos ( motorista de autocarro )
- Especialista em Logística de Combustíveis ( empregado da bomba de gasolina )
- Assessor de Engenharia Civil ( trolha )
- Consultor Especialista em Logística Alimentar ( empregado de mesa )
- Técnico de Limpeza e Saneamento de Vias Públicas ( varredor )
- Técnica Conselheira de Assuntos Gerais ( cartomante/taróloga )
- Técnica Especialista em Terapia Masculina ( prostituta )
- Técnica Especialista em Terapia Masculina Sénior ( prostituta de luxo )
- Especialista em Logística de Produtos Químico-Farmacêuticos ( traficante de droga )
- Técnico de Marketing Direccionado ( vigarista )
- Coordenador de Fluxos de Artigos ( receptor de artigos roubados )
- Técnico Superior de Distribuição de Artigos Pessoais ( carteirista ).
- Técnico de Redistribuição de Rendimentos ( ladrão ).
- Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados ( político ) In comentários de educar.wordpress.com, Julho 10
tt Diz:
9 Julho, 2008 às 4:23 pm
Enquanto Valter Lemos estiver no ME, as ESE vão continuar de vento em pôpa na formação de professores. Afinal, ele próprio é um subproduto ESE!
Os cursos universitários de Ciências da Educação também vão continuar, silenciosamente, a produzir verborreia em eduquês, com as Psicologias ramo educacional a ajudar.
Trata-se da sobrevivência do monstro; fazem falta estas fábricas de ração…
JCM Diz:
9 Julho, 2008 às 5:19 pm
Estou convencido que, se pudessem, as ESE’s até com a formação de professores do secundário ficavam. Os monstrinhos são vorazes...
Sobre o nível da coisa é provável que seja muito diferenciado. Deve haver de tudo. Mas já tenho lido trabalhos de profs dessas instituições, fundamentalmente do interior, e não sei se hei-de rir ou chorar. O que temo, porém, é que as universidades se aproximem cada vez mais do nível das ESE’s.
dutilleul Diz:
9 Julho, 2008 às 6:55 pm
É evidente que qualquer pessoa entende que o país não precisa mais do que uma ou duas (ESE's) (significativamente diferentes das que existem).
Só que aquilo, como já alguém por aqui disse, está tudo inquinado pela clientela do PS que por lá se alapou e germinaram ESES por tudo quanto é junta de freguesia.
Em Portugal há mais ESES que postos médicos. In comentários de blasfemias.net, 9 Julho