Acabar de vez com os antros de mediocridade chamados ESE (s)
A socióloga Maria Filomena Mónica apontou baterias à educação, considerando que «as faculdades de Ciências da Educação deviam ser encerradas imediatamente. Não servem para nada e fazem muito mal». Explicando que o «linguajar pedagógico» - "é preciso aprender a brincar" ou "os alunos não devem ser avaliados" - é um flagelo do nosso sistema de ensino actual, Maria Filomena Mónica afirmou que «a doutrina começou na esquerda, mas é agora transversal».
Sócrates governa a pensar nas eleições
A professora universitária vai mais longe: «O que o 25 de Abril fez aos filhos dos pobres foi tirar-lhes a única hipótese de eles poderem ascender socialmente». Questionada pelo PortugalDiário, à margem do debate, sobre esta declaração, Filomena Mónica fez questão de explicar que não fala de «quantidade» mas qualidade.
«Antes do 25 de Abril só 20 por cento dos alunos prosseguia os estudos para além da quarta classe; a «mortalidade» estudantil era muito elevada». «Essa injustiça foi reduzida» em 1974, mas «criou uma escolaridade que não prima pela exigência: os professores não incentivam, não estimulam. São ensinados a ter pena dos pobres e consideram que esses não podem prosseguir os estudos para serem médicos. Este tipo de ensino veio travar a ascensão social dos mais pobres».
Luís Campos e Cunha não tem dúvidas desta premissa e sublinha que «o nosso ensino estaria hoje muito melhor» se «as escolas de educação» não existissem. «Deveriam ser todas fechadas».
O tema dá pano para mangas e foi voltando ao debate. O economista Vítor Bento considera mesmo que a «educação é o grande fracasso deste regime porque ela própria tem promovido um rebaixamento de qualidade, com excessiva complacência com a mediocridade». In diario.iol.pt, 09-07-2008 - 03:46h. Nota: o título é nosso. Complemento ao título: e com as faculdades de Ciências da Educação (ou então privatizá-las, se por acaso alguém quiser aquilo para alguma coisa...).
«Penso que a crítica é aos cursos de educação»
Pois, thought so.
Não sei bem como é em outras universidades, mas na Universidade do Minho, basicamente, vai (ou ia) para Educação quem não consegue entrar em Psicologia, para ir fazendo umas cadeiras, com a esperança de pedir transferência de curso para Psicologia, já que têm (ou tinham) bastantes equivalências (muito como acontece com Medicina/Medicina Dentária). Sucede é que a maioria acaba por não conseguir… e acaba por ir ficando. JLS In blasfemias.net, 9 Julho às 1:17 pm
Nota: mas depois, quando acabam os cursos de educação para os quais só foram porque não conseguiram entrar em mais nada, vão fazer mestrados em gestão escolar para serem directores das escolas...
Nota 2: veja-se a perversidade do "sistema": os alunos das ESE's acabam os cursos com boas médias (claro!), apesar de entrarem para lá com médias frequentemente negativas. Depois, quando concorrem aos mestrados, passam à frente dos que, vindos de cursos superiores "a sério", têm médias inferiores a eles... O que conta é a média final da licenciatura. É marabilioso não é?
A socióloga Maria Filomena Mónica apontou baterias à educação, considerando que «as faculdades de Ciências da Educação deviam ser encerradas imediatamente. Não servem para nada e fazem muito mal». Explicando que o «linguajar pedagógico» - "é preciso aprender a brincar" ou "os alunos não devem ser avaliados" - é um flagelo do nosso sistema de ensino actual, Maria Filomena Mónica afirmou que «a doutrina começou na esquerda, mas é agora transversal».
Sócrates governa a pensar nas eleições
A professora universitária vai mais longe: «O que o 25 de Abril fez aos filhos dos pobres foi tirar-lhes a única hipótese de eles poderem ascender socialmente». Questionada pelo PortugalDiário, à margem do debate, sobre esta declaração, Filomena Mónica fez questão de explicar que não fala de «quantidade» mas qualidade.
«Antes do 25 de Abril só 20 por cento dos alunos prosseguia os estudos para além da quarta classe; a «mortalidade» estudantil era muito elevada». «Essa injustiça foi reduzida» em 1974, mas «criou uma escolaridade que não prima pela exigência: os professores não incentivam, não estimulam. São ensinados a ter pena dos pobres e consideram que esses não podem prosseguir os estudos para serem médicos. Este tipo de ensino veio travar a ascensão social dos mais pobres».
Luís Campos e Cunha não tem dúvidas desta premissa e sublinha que «o nosso ensino estaria hoje muito melhor» se «as escolas de educação» não existissem. «Deveriam ser todas fechadas».
O tema dá pano para mangas e foi voltando ao debate. O economista Vítor Bento considera mesmo que a «educação é o grande fracasso deste regime porque ela própria tem promovido um rebaixamento de qualidade, com excessiva complacência com a mediocridade». In diario.iol.pt, 09-07-2008 - 03:46h. Nota: o título é nosso. Complemento ao título: e com as faculdades de Ciências da Educação (ou então privatizá-las, se por acaso alguém quiser aquilo para alguma coisa...).
«Penso que a crítica é aos cursos de educação»
Pois, thought so.
Não sei bem como é em outras universidades, mas na Universidade do Minho, basicamente, vai (ou ia) para Educação quem não consegue entrar em Psicologia, para ir fazendo umas cadeiras, com a esperança de pedir transferência de curso para Psicologia, já que têm (ou tinham) bastantes equivalências (muito como acontece com Medicina/Medicina Dentária). Sucede é que a maioria acaba por não conseguir… e acaba por ir ficando. JLS In blasfemias.net, 9 Julho às 1:17 pm
Nota: mas depois, quando acabam os cursos de educação para os quais só foram porque não conseguiram entrar em mais nada, vão fazer mestrados em gestão escolar para serem directores das escolas...
Nota 2: veja-se a perversidade do "sistema": os alunos das ESE's acabam os cursos com boas médias (claro!), apesar de entrarem para lá com médias frequentemente negativas. Depois, quando concorrem aos mestrados, passam à frente dos que, vindos de cursos superiores "a sério", têm médias inferiores a eles... O que conta é a média final da licenciatura. É marabilioso não é?