49% dos professores inquiridos que reportaram episódios de assédio moral identificaram a direcção do estabelecimento de ensino como a origem da agressão psicológica de que foram alvo. Noutros casos o dedo é apontado a um colega em particular (34%) ou a vários colegas (28%). Alunos e encarregados de educação, mais os primeiros do que os segundos, são responsáveis por 37% das situações relatadas nos inquéritos.
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Heinz Leymann, pioneiro no estudo do mobbing, para descrever aquele que será muitas vezes o objectivo do agressor: “Exerce violência psicológica extrema, sistemática e recorrente, durante um tempo prolongado, para destruir as redes de comunicação da vítima, a sua reputação e perturbar o seu trabalho.”
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Cerca de 47% dos professores assinalaram situações em que o assédio se traduziu em críticas o seu trabalho. E cerca de 40% identificaram interrupções constantes. Estes bloqueios de comunicação podem não ser evidentes. “A própria vítima chega a questionar-se se é ela que está a proceder mal”,
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O estudo fala da “existência de uma cultura organizacional que não reconhece ou sanciona os comportamentos de assédio”.
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Cerca de 83% dos professores relatam consequências na saúde. Ansiedade e insónias são as mais comuns (71% e 67%, respectivamente). Mas também frustração, sentimento de fracasso e de impotência, de insegurança e de irritabilidade.
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A maioria das queixas não chegará a ser formalizada, diz, por serem situações fragilizantes e “em que as pessoas podem sentir algum, injustificado mas existente, sentimento de vergonha”.
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“O modelo [de gestão escolar] perdeu por completo dimensões de democracia e foi substituído por uma retórica da liderança forte que muitas vezes se traduz em autoritarismo”,
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“Os professores tendem a virar-se uns contra os outros na tentativa de sobreviverem num clima de competição. O que é completamente contrário àquilo que se espera de uma educação democrática com um forte pendor humanista.”
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Heinz Leymann, pioneiro no estudo do mobbing, para descrever aquele que será muitas vezes o objectivo do agressor: “Exerce violência psicológica extrema, sistemática e recorrente, durante um tempo prolongado, para destruir as redes de comunicação da vítima, a sua reputação e perturbar o seu trabalho.”
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Cerca de 47% dos professores assinalaram situações em que o assédio se traduziu em críticas o seu trabalho. E cerca de 40% identificaram interrupções constantes. Estes bloqueios de comunicação podem não ser evidentes. “A própria vítima chega a questionar-se se é ela que está a proceder mal”,
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O estudo fala da “existência de uma cultura organizacional que não reconhece ou sanciona os comportamentos de assédio”.
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Cerca de 83% dos professores relatam consequências na saúde. Ansiedade e insónias são as mais comuns (71% e 67%, respectivamente). Mas também frustração, sentimento de fracasso e de impotência, de insegurança e de irritabilidade.
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A maioria das queixas não chegará a ser formalizada, diz, por serem situações fragilizantes e “em que as pessoas podem sentir algum, injustificado mas existente, sentimento de vergonha”.
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“O modelo [de gestão escolar] perdeu por completo dimensões de democracia e foi substituído por uma retórica da liderança forte que muitas vezes se traduz em autoritarismo”,
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“Os professores tendem a virar-se uns contra os outros na tentativa de sobreviverem num clima de competição. O que é completamente contrário àquilo que se espera de uma educação democrática com um forte pendor humanista.”