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“Sempre que vejo um polícia na rua penso que devia ter trazido a minha escova de dentes porque se calhar vou acabar outra vez na prisão”

Nadezhda Tolokonnikova é intensa. Fala rápido, mas sem descarrilar. Ri-se muito, com um nervoso miudinho. É uma pugilista das ideias. Talvez não pudesse ser de outra maneira, depois de ter sofrido “tortura psicológica” na colónia penal de mulheres IK-14, na Mordóvia, onde esteve vários meses a coser uniformes durante 16 horas por dia e a ver prisioneiras a serem castigadas por causa dela, porque “falava com advogados” (“dividir para reinar”, sintetiza). 

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Polícias criminosos

Da Crise e dos Cortes

A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt