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A crise humanitária no "país dos paradoxos"

“Os suicídios aumentaram em cerca de 43% quando comparado com os anos antes da crise”
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A Grécia é o país dos paradoxos. Na tentativa de conseguir dinheiro onde quer que ele possa aparecer, surgem taxas e impostos. Um exemplo: os hospitais cobram uma taxa de parto. Depois de histórias de grávidas a correr de hospital em hospital tentando encontrar um em que não tivessem de pagar antes do parto, surgem relatos de exigência do pagamento dos cerca de 300 euros antes que seja dada alta ao bebé. Mas ao mesmo tempo, muitas mães abandonam os recém-nascidos nos hospitais por não terem como os sustentar (o aumento de recém-nascidos abandonados de 2011 a 2014 foi de 300%).
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Uma família contou, numa reportagem da revista Vice, como tem o filho na escola em aulas nocturnas para que ele possa estudar de dia e não tenha de o fazer à luz de velas. Em casa, todos estão vestidos com sobretudos porque não há aquecimento (o Inverno é rigoroso na Grécia, especialmente na parte continental). A insulina do pai diabético é arrefecida na varanda no Inverno. No Verão, logo se vê.

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Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

Continuamos nesta? (II)

Os ajustes diretos deixaram de ser exceção para se tornarem regra. A acusação é de Reis Campos, presidente da AICCOPN, que garante: "Em 2011, 90,6% dos contratos celebrados foram por ajuste direto".  O recurso excessivo a esta forma de adjudicação "não garante a transparência" no setor, nem salvaguarda "o interesse público", alerta o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN). jn.pt

Até parece que se aproxima o Armagedão

Investors demanding high premiums for holding Italian and Spanish bonds as fears of double-dip recession grow . " F ears about the impact of savage austerity measures in  Spain  and  Italy "   " Shares in Madrid dropped by almost 3% to hit their lowest level since March 2009" "Shares were also much lower on Wall Street, where the fallout from Europe exacerbated fears that the US recovery is petering out"