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Para o mexilhão foi concreto

“para outras espécies mais sofisticadas foi vago”


Funcionários públicos com salários mais baixos podem perder mais dinheiro que os mais bem pagos, diz Deloitte



"De excepção em excepção, o Governo abre mão de milhões de 

euros" (e os IP's, Fundações, Empresas Municipais e cargos 

variados no "poder local", etc, continuam intocáveis, porque não se 

quer tirar os jobs aos boys&girls...)


Partido está indignado com a dimensão das medidas e reclama ao Governo que estenda os sacrifícios a outros sectores.

“Senti-me como na União Soviética de outros tempos. O ministro das Finanças a gerir a tesouraria das empresas privadas? Isso existe onde?” Na sua opinião, a transferência de parte da taxa social única dos trabalhadores para as empresas é suficiente para quebrar o consenso social e político. A começar pela coligação: “O CDS não deve saber de muitas coisas, porque não estão de acordo com o que prometeu ao eleitorado. A continuar pela concertação social: “Como pode o secretário-geral de uma central sindical aceitar uma medida que vai aumentar o desemprego?” E a terminar no país: “Ninguém foi ouvido sobre a TSU e ninguém a defende.” 

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Da Crise e dos Cortes

A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt