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Deviam exigir o desmantelamento da tuga "justiça"

A Associação Portuguesa de Coleccionadores de Armas (APCA), presidida por um prestigiado juiz da Relação do Porto, apresentou à Câmara de Cascais facturas inflacionadas para receber um subsídio superior em 30.000 euros àquele que lhe era devido.

Eleito no início de 2011 numa lista onde foi incluído por sugestão do juiz desembargador José Manuel Duro, que preside à Assembleia Geral, Raul Esteves * contratou logo em Maio uma sua amiga, que acabara de se licenciar em direito, como assesora jurídica da associação. A nova assessora, que meses depois entrou para o quadro, era precisamente a licenciada Maria Carlos, dona da empresa que fez as obras do museu de uma outra associação presidida por Raul Esteves. 

* presidente da Aldeias de Crianças SOS Portugal (e juiz...)

Isto, isto, isto, isto e milhares de casos similares que contrastam com a mão-de-ferro da justiça nas penhoras dos salários e na condenação efectiva dos pequenos furtos e casos de defesa da vida própria, onde as vítimas que não foram protegidas pelo Estado foram a-posteriori condenadas por se defenderem dos agressores, demonstra que a maior ameaça à democracia portuguesa é exactamente o actual sistema de "justiça".


O guião dos pecados da Justiça é conhecido: leis desadequadas à realidade (sem efeito dissuasor dos crimes que a cada momento mais prejudicam a sociedade); lentidão (prescrições que deixam criminosos sem castigo); desigualdade (forte com os fracos e fraca com os fortes); corporativa (o autogoverno tende a desculpar o erro e a justificar a negligência).



Claro que o estado do charco se deve não só à "justiça" corrupta  mas também ao avassalador "espírito de missão" destes "patriotas"...

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A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt