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Tal e qual em Portugal *

E os políticos brasileiros? Não queiram estar sob o seu jugo. A corrupção é prática disseminada e muitas vezes aceite como natural na esfera pública. Parlamentares envolvidos em escândalos saem e voltam ao poder, como se nada tivesse acontecido. Milhares de milhões desviados somem-se para sempre, apesar do caráter público das negociatas. As autoridades da justiça advogam-se privilégios inenarráveis, em vez de pôr fim ao inaceitável estado de coisas. A população assiste de mãos atadas a uma elite política e burocrática que vive de privilégios. Eleição após eleição, não há perspectiva de melhoria. Os velhos nomes das oligarquias partidárias revezam-se em legendas esvaziadas de propostas ou ideologias. Os brasileiros descontentes com o panorama são ainda assim obrigados a votar e a legitimar o teatro, sob pena de perda de direitos. terrasdelisboa

*  aliás "terras de lisboa" diz tudo.

Nota: devo no entanto dizer, pela experiência que tenho e pelo que me dizem, que de facto há brasileiros que são "malignos", possuidos de uma perversidade "rara". Estou-me a lembrar, por exemplo, de um suposto jornalista brasileiro que dizia ser da Folha de São Paulo mas não era, acreditado como jornalista parlamentar através de um pasquim que ele criou só para conseguir as acreditações, pasquim que parece só teve uma única edição... mas a verdade é que com isso conseguiu as credenciais de jornalista parlamentar e a secretária geral do Parlamento gostava muito dele... Um tipo tenebroso e incrivelmente perverso, que reagia ameaçadoramente quando as pessoas o afastavam ou se afastavam dele. Que sabia bem como levar as velhinhas... Também o "médico especialista", muito bem instalado algures no Norte, que perdeu a pronúncia brasileira mas não a "mafiosice" e perversidade... Aliás, psiquiatras perversos parece ser algo que Portugal tem para dar e vender e só estranho que a Ordem e a Justiça não os detectem atempadamente para protegerem eficazmente os doentes dos crápulas com consultório aberto! Quando penso naqueles brasileiros lembro-me logo daquilo que o Zizek um dia me disse. Mas na verdade não é o Brasil que faz lembrar o inferno, mas sim os brasileiros (pelos menos alguns brasileiros...).

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