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Francamente *

Mas o que vi foi que os projectos que estávamos a desenvolver, centrais hidroeléctricas, parques industriais, e outras coisas idênticas, estavam apenas a ajudar um grupo muito restrito de pessoas ricas nesses países, bem como as nossas próprias empresas, que estavam a ser pagas para os coordenar.

Não estávamos a ajudar a maioria das pessoas desses países porque não tinham dinheiro para ter acesso à energia eléctrica, nem podiam trabalhar em parques industriais, porque estes não contratavam muitas pessoas. Ao mesmo tempo, essas pessoas estavam a tornar-se escravos, porque o seu país estava cada mais afundado em dívidas. E a economia, em vez de investir na educação, na saúde ou noutras áreas sociais, tinha de pagar a dívida.  ionline 

* como é possível essa ingenuidade quando todos sabemos bem que o principal problema do "terceiro mundo" (incluindo países tidos como desenvolvidos como Portugal, Grécia, Espanha, Bulgária, Roménia, Letónia e Hungria, nomeadamente) foi e é a grande corrupção institucional? Não é por acaso que os países pobres continuam eternamente pobres... A "história" da culpa ser sempre de fora, dos "mercados", da CIA, etc, visa unicamente branquear os crimes dos governos corruptos que conduziram os países à falência, independentemente de ser verdade que há países que jamais pagarão as suas dívidas. Mas deviam também referir que nesses países há cidadãos que são completamente esmagados e destruídos pela máquina burocrática e jurídica, que lhes cobra taxas mais elevadas que as que esses países pagam pelo dinheiro que recebem das tais organizações internacionais que supostamente os querem manter sob controlo. E que nesse caso os criminosos são os Estados desses países e não os "conspiradores internacionais".

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