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O reino das tias e dos afilhados

Sabe-se agora que enquanto os funcionários do Estado diminuiram os empregados das Empresas Públicas aumentaram, o que produziu um aumento global de 4% no universo Estado/EP's. Num momento em que aos Funcionários Públicos são cortados os subsídios de férias e reduzidos os salários é revelador que as EP's, onde se entra por "cunha" e onde se verificam as famosas "excepções" aos cortes, tenham aumentado o número de empregados. O que é revelado é na realidade demasiado simples e sobejamente conhecido: Portugal é um antro de tias e afilhados e enquanto a Tróika e a UE não governarem directamente o lugar, impondo o que tem de ser imposto, o lugar continuará a ser o charco podre que sempre foi e que por isso está falido e em rápida decadência.

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A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt