Avançar para o conteúdo principal

Se a coragem não tivesse sido desbaratada

Se a coragem não tivesse sido desbaratada em imposições inconstitucionais aos mais fracos, se não houvesse interesses do centrão dos negócios e da banca a proteger, se não existisse medo das reações dos poderosos que têm acesso facilitado à comunicação social e se prevalecesse a exigência do interesse público, o governo teria iniciado o seu programa de cortes e de contenção de despesas pela denúncia dos contratos das PPP, impondo uma renegociação ajustada à situação crítica que afeta as contas do estado.


Desgraçadamente, o mesmo governo que faz voz grossa e esbulha os rendimentos dos funcionários públicos e da classe média, continua em quebranto face às derrapagens e às gangrenas contratuais por onde se esvai uma parte significativa dos dinheiros públicos, convivendo, manso e em pantufas, com os encargos ruinosos que as PPP representam para o estado e, consequentemente, para os contribuintes. OVG

Mensagens populares deste blogue

Polícias criminosos

Da Crise e dos Cortes

A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt