Portugal não tem sequer cultura erudita nacional que não seja regional no sentido de popular. Temos por isso dificuldade em pensar, em elaborar intelectualmente. Como escrevia António José Saraiva, a tradição nacional é que a cultura da Corte é a cultura popular. A outra é importada, da França e hoje sobretudo de Inglaterra ou América.
Nota: em relação ao "poder local", a Maria Belo, que viveu fora e em Portugal viveu e vive em Lisboa, e depois foi eurodeputada, voltando para continuar entre as élites mais ou menos, em Lisboa, porque as élites portuguesas são mais ou menos élites, deveria ter alguma precaução, porque, tirando os bancos e as grandes empresas, a grande corrupção assenta exatamente no tal "poder local", que depois transita para nacional. Eu, porque conheço bem o país e os portugueses, sou liminarmente contra a regionalização.
Nota: em relação ao "poder local", a Maria Belo, que viveu fora e em Portugal viveu e vive em Lisboa, e depois foi eurodeputada, voltando para continuar entre as élites mais ou menos, em Lisboa, porque as élites portuguesas são mais ou menos élites, deveria ter alguma precaução, porque, tirando os bancos e as grandes empresas, a grande corrupção assenta exatamente no tal "poder local", que depois transita para nacional. Eu, porque conheço bem o país e os portugueses, sou liminarmente contra a regionalização.