Foi em 2019 que a defesa de Rui Pinto admitiu que o jovem foi o “denunciante” no caso Football Leaks e invocou o estatuto de whistleblower previsto na legislação europeia. No site do Football Leaks foram divulgados 70 milhões de documentos com informação sensível sobre os bastidores do mundo do futebol, que deram origem a inúmeras notícias em todo o mundo e até a investigações criminais.
Já em Janeiro deste ano, a defesa do hacker revelou que também tinham partido dele os documentos que originaram os trabalhos sobre o império empresarial construído por Isabel dos Santos, filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos e a mulher mais rica do continente africano. Os Luanda Leaks, como ficaram conhecidos, foram uma série de trabalhos do Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação, que tiveram como base cerca de 715 mil ficheiros recolhidos por Rui Pinto.