Chegada a hora da verdade, convém olhar para as coisas com distância e realismo. Em primeiro lugar, a previsão da catástrofe era manifestamente exagerada. A economia britânica aguentou bem as consequências da saída, que foram sendo antecipadas nas decisões de empresas e de consumidores. Evitou a recessão. Mantém uma taxa de desemprego muito baixa e o problema das empresas é a falta de mão-de-obra e não a necessidade de despedir, mesmo que isso tenha acontecido em alguns sectores específicos como a indústria automóvel. O investimento continua a fluir e a City continuará a contar como uma das maiores praças financeiras do mundo. O Reino Unido é a quinta economia mundial, empatada com a França.