Autor de alguns dos raros best-sellers que o ensaísmo literário produziu nas últimas décadas, incluindo O Cânone Ocidental (1994), Como Ler e Porquê (2000) ou Génio (2003), Harold Bloom morreu esta segunda-feira em New Haven, no estado americano do Connecticut, onde morava com a sua mulher, Jeanne Bloom, que confirmou o óbito ao jornal New York Times, lembrando que o marido dera a sua última aula na Universidade de Yale há apenas quatro dias, na última quinta-feira. Harold Bloom tinha 89 anos e era considerado um dos críticos mais célebres e mais influentes da segunda metade do século XX, tendo sido um feroz guardião do “cânone ocidental”.