Durante os 285 anos da sua existência, a Inquisição atravessou fases de grande poder, mas também mais breves ciclos de profunda debilidade, foi uma autoridade terrível e temida e, igualmente, contrastada e abertamente criticada. Estando em constante transformação, nunca deixou de se entrelaçar com a história geral portuguesa.
Quem folhear os documentos inquisitoriais reparará facilmente que há poucos fenómenos ou episódios relevantes dessa história mais ampla de que não haja eco de interação com o Santo Ofício. Esta centralidade permite explicar a sua influência de longa duração, mesmo depois da sua extinção, o que convida a repensar o legado da Idade Moderna à luz dos efeitos gerais induzidos pela Inquisição.
Quem folhear os documentos inquisitoriais reparará facilmente que há poucos fenómenos ou episódios relevantes dessa história mais ampla de que não haja eco de interação com o Santo Ofício. Esta centralidade permite explicar a sua influência de longa duração, mesmo depois da sua extinção, o que convida a repensar o legado da Idade Moderna à luz dos efeitos gerais induzidos pela Inquisição.
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até à segunda metade do século XVIII, quando as reformas do marquês de Pombal modificaram radicalmente o modelo que tinha sido definido dois séculos antes, pelo segundo inquisidor-geral, o cardeal infante D. Henrique, que tinha resistido até então, apesar de notáveis adaptações e alterações, acentuadas, sobremaneira, a partir da suspensão das sentenças decretada na década de 70 do século XVII.