"A liberdade religiosa, de organização, de reunião mas também a transparência, são alguns dos princípios basilares das sociedades democráticas. Nesse sentido, o imperativo da publicidade e o respeito pelo escrutínio público são, ou deveriam ser, linhas fundamentais da orientação de quem é titular de cargos públicos. Não se pretende com isto dizer que os maçons devem andar identificados como os judeus no tempo do nazismo, nem tão-pouco pôr em causa o direito individual ao segredo que assiste a cada um de nós. A natureza secreta ou discreta, como se preferir, dos membros de uma organização como a maçonaria deve ser contrariada, desejavelmente a partir de dentro, para que, de uma vez por todas, se acabem com as dúvidas que existem na sociedade portuguesa sobre os verdadeiros objetivos de alguns dos ‘irmãos’ que a compõem e o seu poder de influenciar decisões e negócios que mexem com bens públicos.
"Dito isto, a revelação de alguns nomes que pertencem à maçonaria, e que ocupam posições e lugares de relevo na vida pública portuguesa – só esses nomes é que foram tornados públicos pelo DN -, reveste-se de inegável interesse público. Desde logo porque permite perceber e interpretar as conexões entre pessoas que, à partida, não teriam qualquer ligação. Por outro lado, é obviamente relevante saber se um juiz pertence à Maçonaria porque, a dado passo do exercício da sua carreira, pode ter que julgar um caso em que no banco dos réus se sente um ou vários ‘irmãos’ de obediência – foi o que aconteceu, por exemplo, no chamado ‘caso Moderna’ cujo juiz titular era o dr. Ricardo Cardoso, um dos nomes agora revelados. Naturalmente, o conhecimento destas ligações é relevante.
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"Dito isto, a revelação de alguns nomes que pertencem à maçonaria, e que ocupam posições e lugares de relevo na vida pública portuguesa – só esses nomes é que foram tornados públicos pelo DN -, reveste-se de inegável interesse público. Desde logo porque permite perceber e interpretar as conexões entre pessoas que, à partida, não teriam qualquer ligação. Por outro lado, é obviamente relevante saber se um juiz pertence à Maçonaria porque, a dado passo do exercício da sua carreira, pode ter que julgar um caso em que no banco dos réus se sente um ou vários ‘irmãos’ de obediência – foi o que aconteceu, por exemplo, no chamado ‘caso Moderna’ cujo juiz titular era o dr. Ricardo Cardoso, um dos nomes agora revelados. Naturalmente, o conhecimento destas ligações é relevante.
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Contaram-me, inclusivamente, casos de prejuízos profissionais sofridos por pessoas cuja filiação maçónica é conhecida, nomeadamente no mundo académico onde, ao que parece, ser maçom é razão suficiente para acrescentar mais uma armadilha e um alçapão debaixo dos seus pés naquela impiedosa selva carreirista que é a docência e a investigação universitária.
(e eu poderia contar o caso de uma muito conhecida faculdade pública onde as coisas funcionam exactamente ao contrário...)
(e eu poderia contar o caso de uma muito conhecida faculdade pública onde as coisas funcionam exactamente ao contrário...)