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Há países que não podem ser "soberanos"

Hoje o Público traça-nos o retrato do ministro Relvas: um tipo mediocre que no ensino superior privado só fez uma cadeira com 10 valores (será que a teria concluído, por exemplo, na FDUL? *).

Posteriormente, por "artes mágicas" bem conhecidas de todos, foi-lhe atribuído o grau de "licenciado" numa universidade privada. Esta história é velha e sobejamente conhecida no lugar chamado Portugal **, mas a "comunidade internacional" tem que perceber que por cada Relvas e por cada Sócrates, mais respectivas comanditas, dezenas de pessoas brilhantes são literalmente esmagadas e o país é mantido no obscurantismo e na podridão, que  somente beneficia aquelas espécies de mafiosos.


A "comunidade internacional" tem de perceber que estas ratazanas dominam totalmente o aparelho dos partidos políticos em Portugal, transformando a "democracia" portuguesa numa farsa de mau gosto e resultados à vista: Portugal só pode ser comparado a uma Roménia e a uma Bulgária, porque socialmente e em termos de "desenvolvimento humano" nem à Grécia pode ser comparado. Com a "pequena diferença" que Portugal já anda a receber fundos comunitários para se desenvolver há cerca de quatro décadas!

Uma democracia como a portuguesa é "ilegítima" e deve ser irradicada pela "comunidade internacional", dado que Portugal está na "Europa Ocidental" e isso significa que a soberania é e será sempre limitada pelos valores da dita "Europa Ocidental". E ainda bem: senão não seria "Europa Ocidental" mas outra coisa qualquer.


* claro que não: com as suas notas do ensino secundário nem sequer seria admitido na FDUL.


** e diz-nos muito sobre a autonomia do ensino superior em Portugal...

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