MP acusa Casa Pia de ignorar abusos sexuais durante décadas
O procurador do Ministério Público acusou hoje a Casa Pia de ter ignorado durante décadas situações de abuso sexual e prostituição infantil apontadas por educadores e alunos da instituição, cujas saídas não eram controladas.
No segundo dia das alegações finais do processo de pedofilia, o procurador João Aibéo leu dezenas de excertos da prova testemunhal prestada em julgamento por alunos, educadores e dirigentes da instituição que atestam uma «falta de controlo total» do paradeiro das crianças quando saíam da Casa Pia de Lisboa.
Relativamente a relatos de abusos feitos por alunos, João Aibéo referiu que eram desvalorizados pelos responsáveis, ou pior: «Batiam-lhes, diziam-lhes para se calar e que eram mentirosos. Foi isso que aconteceu durante décadas».
Por outro lado, afirmou, os livros de registo de ocorrências da Casa Pia eram «um painel extraordinário do que era a instituição»: «Contrariavam muitas vezes os testemunhos» de educadores e da direcção da instituição, levando o procurador a interrogar-se «de que Casa Pia estariam a falar». In diariodigital.sapo.pt (25 de Novembro de 2008, 14:18)
O procurador do Ministério Público acusou hoje a Casa Pia de ter ignorado durante décadas situações de abuso sexual e prostituição infantil apontadas por educadores e alunos da instituição, cujas saídas não eram controladas.
No segundo dia das alegações finais do processo de pedofilia, o procurador João Aibéo leu dezenas de excertos da prova testemunhal prestada em julgamento por alunos, educadores e dirigentes da instituição que atestam uma «falta de controlo total» do paradeiro das crianças quando saíam da Casa Pia de Lisboa.
Relativamente a relatos de abusos feitos por alunos, João Aibéo referiu que eram desvalorizados pelos responsáveis, ou pior: «Batiam-lhes, diziam-lhes para se calar e que eram mentirosos. Foi isso que aconteceu durante décadas».
Por outro lado, afirmou, os livros de registo de ocorrências da Casa Pia eram «um painel extraordinário do que era a instituição»: «Contrariavam muitas vezes os testemunhos» de educadores e da direcção da instituição, levando o procurador a interrogar-se «de que Casa Pia estariam a falar». In diariodigital.sapo.pt (25 de Novembro de 2008, 14:18)