Almerindo Marques, então presidente da Estradas de Portugal, chegou a reconhecer no Parlamento, numa audição na Comissão Parlamentar de Inquérito às PPP, ter recebido pressões do Governo para avançar com a adjudicação de concessões rodoviárias, já depois de ter rebentado a crise financeira de 2008 que provocou o agravamento dos custos financeiros destes projetos. No final, a empresa de capitais públicos acabou por assumir responsabilidades totais de 11 mil milhões de euros.
O Tribunal de Contas chegou a recusar o visto prévio a estes contratos, criticando duramente a forma como todo o processo de contratação pública foi conduzido pelo Governo Sócrates, o que obrigou a uma renegociação dos contratos. As propostas foram alteradas pelos concessionários, tendo o valor final sido reduzido em cada uma delas. Mais tarde, o Tribunal de Contas, veio a atacar estes novos valores contratuais aparentemente mais baixos, denunciando a existência de compensações ou contratos contingentes que não chegaram ao conhecimento dos juízos que deram o visto prévio. Esta auditoria do Tribunal de Contas de 2012 será aliás um dos documentos que foi usado pelos investigadores deste processo. Calcula-se que tais compensações terão atingido 705 milhões de euros, segundo a Sábado.
Na empresa (Parvalorem), há dois directores com vencimentos em torno dos 12.600 euros. Um deles é Armando Pinto, director de assuntos jurídicos do BPN entre 1989 e 2002 e da equipa de gestão de Oliveira Costa entre 2003 a 2008. E que, na Parvalorem, exerce o cargo de director dos assuntos jurídicos e muito próximo da gestão de Nogueira Leite. O outro é Carlos Venda, também do grupo de Oliveira Costa, o que explica que tenha sido a ele que o ex-presidente do BPN confiou a área de Tecnologias de Informação e Logística. Na Parvalorem mantém o mesmo cargo.
Na empresa (Parvalorem), há dois directores com vencimentos em torno dos 12.600 euros. Um deles é Armando Pinto, director de assuntos jurídicos do BPN entre 1989 e 2002 e da equipa de gestão de Oliveira Costa entre 2003 a 2008. E que, na Parvalorem, exerce o cargo de director dos assuntos jurídicos e muito próximo da gestão de Nogueira Leite. O outro é Carlos Venda, também do grupo de Oliveira Costa, o que explica que tenha sido a ele que o ex-presidente do BPN confiou a área de Tecnologias de Informação e Logística. Na Parvalorem mantém o mesmo cargo.
