Wolfgang Munchau escreve na sua coluna do Financial Times que não vale a pena argumentar que a reacção negativa dos mercados financeiros se encarregaria de forçar a mão ao próximo governo de Itália. “Para alguém como Salvini, uma crise financeira não é uma ameaça, mas antes uma promessa, que lhe permitiria acabar de vez com a pertença ao euro”.
Nota: Barroso, num período crucial para a consolidação da UE, fez o que a "finança" ditou: alargar o mercado, quando esse era o tempo de consolidação dos valores europeus, da imposição da transparência, do combate à corrupção nos países estruturalmente corruptos e da redução das desigualdades nesses mesmos países, assim como impôr efetivamente a igualdade do género e combater, com o poder legislativo transnacional que a UE tinha, nessa época, em que tod@s acreditavam (e desejavam) no seu futuro (a caminho de uma Europa federal), assim como o da suspensão da transferência dos fundos comunitários para os países que não materializassem, com resultados substanciais, esse combate (fundos que um dia vão acabar por decisão unilateral dos países contribuintes líquidos), a violência sobre as mulheres, nos países histórica e tradicionalmente atrasados do sul da Europa, como Portugal. Na verdade Barroso foi posto na presidência da CE somente para o alargamento do mercado. Causou um retrocesso na confiança das e dos cidadãos, que não percecionaram a UE como sendo a "sua" Europa (na qual depositaram grandes esperanças enquanto poder superior ao dos políticos corruptos e incompetentes nacionais), o que agora se traduz nas respectivas opções eleitorais. O tempo da consolidação foi desperdiçado com os interesses dos "mercados". No caso de colapso da UE, não se podem imaginar a totalidade e a amplitude das consequências, muito concretamente para os países do sul da Europa. (A única verdadeira alternativa não é torcer pelo fim do projeto europeu, é explicar o que se quer fazer com ele.)
Nota: Barroso, num período crucial para a consolidação da UE, fez o que a "finança" ditou: alargar o mercado, quando esse era o tempo de consolidação dos valores europeus, da imposição da transparência, do combate à corrupção nos países estruturalmente corruptos e da redução das desigualdades nesses mesmos países, assim como impôr efetivamente a igualdade do género e combater, com o poder legislativo transnacional que a UE tinha, nessa época, em que tod@s acreditavam (e desejavam) no seu futuro (a caminho de uma Europa federal), assim como o da suspensão da transferência dos fundos comunitários para os países que não materializassem, com resultados substanciais, esse combate (fundos que um dia vão acabar por decisão unilateral dos países contribuintes líquidos), a violência sobre as mulheres, nos países histórica e tradicionalmente atrasados do sul da Europa, como Portugal. Na verdade Barroso foi posto na presidência da CE somente para o alargamento do mercado. Causou um retrocesso na confiança das e dos cidadãos, que não percecionaram a UE como sendo a "sua" Europa (na qual depositaram grandes esperanças enquanto poder superior ao dos políticos corruptos e incompetentes nacionais), o que agora se traduz nas respectivas opções eleitorais. O tempo da consolidação foi desperdiçado com os interesses dos "mercados". No caso de colapso da UE, não se podem imaginar a totalidade e a amplitude das consequências, muito concretamente para os países do sul da Europa. (A única verdadeira alternativa não é torcer pelo fim do projeto europeu, é explicar o que se quer fazer com ele.)